Perplexo.
Eu estou perplexo -e de luto.
Não pelo Pavarotti e não mais pelo Pedro de Lara e pelo Pioko (gato da letícia).
O "seu" Antônio morreu.
Grande coisa?
Talvez não, se fosse só isso.
Hoje, quando cheguei da minha escola da FISK, passei como de costume e obrigação (caminho de casa) pelo bar do "seu" Antônio, que é vizinho da nossa casa.
Havia uma mulher na porta conversando com outra na frente do bar que estava fechado.
Elas falavam de um enterro.
Cheguei em casa e peguntei à minha mãe se "seu" Antônio havia morrido.
Ela se assustou e disse-me que não sabia de nada.
Que pena.
Trinta minutos depois fui à fachada do bar e descobri um papel colado com os dizeres "FECHADO POR LUTO".
-Mãe. O "seu" Antônio morreu.
-'Magina filho. Que coisa. Cismou com isso, não?
Estávamos na porta de casa.
-Tem uma placa na fachada escrito "FECHADO POR LUTO".
-Será que ele morreu?
-Não sei..
-Ô menino!! Ô menino!!
Cauê se aproximou.
-Você que sabe tudo da rua.. quem morreu aí?
-Não 'tô sabendo de nada, dona..
Cumprimentos e explicações à parte, Cauê prometeu-nos dizer quem havia morrido caso ele descobrisse.
Ele foi fiel à promessa.
Depois de quinze minutos eu abri a porta para vir para cá e ele me avistou.
-Foi o "seu" Antônio.
-Como?
-O "seu" Antônio que morreu.
Minha mãe ouviu de dentro de casa e veio correndo.
-Ele se enforcou ontem às onze horas. -disse o moleque na maior naturalidade.
-Oh meu Deus. -minha mãe.
-O Éverton [neto do "seu" Antônio] ligou ontem pra cá e como ninguém atendia resolveu vir aqui [ninguém neste disse nada do que está aqui exatamente com as mesmas palavras] e teve que arrombar à porta.
Minha mãe ficou perplexa na porta de casa e eu vim aqui escrever esse texto.
Meus caros, o "seu" Antônio, senhor um tanto quanto antigo, se enforcou ontem, um ano após a morte de sua mulher.
Uma linha de Luto.
Luto. Luto. Luto. Luto. Luto. Luto. Luto. Luto. Luto. Luto. Luto. Luto. Luto. Luto.
Bom, parece que só eu e minha mãe é que ficamos perplexos.
Ou melhor.. meu pai pareceu ter ficado perplexo também.
nelsonMidis diz:
não é possível que um homem bem sucedido, capitalista selvagem, insensível, tenha tomado uam atitude tão neo-liberalista-psicodelista-democrata-conservadorista-tropicalista-nietsceana-pitagórica-helênica_absolutista_idiotista!!!
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
Luto.
É verdade que o autor deste ultrage foi
neTrop!k@lista
? Que droga!! Bom.. ele postou às
14:07
3 comentários:
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
The Kitchen.
Ah.. a The Kitchen.
Serião, o ano passado foi um ano de grandes afirmações.
Não.
Eu não sou gay.
A questão é, a The Kitchen foi uma das minhas melhores amigas durante bastante tempo.
Existe um software de compartilhamento de arquivos (programa para se baixar música, vulgarmente falando) atualmente na internet que tem salas de bate-papo acopladas.
Bem, eu ingressei nessa sala mais ou menos no final de julho do ano passado quase que contra a vontade de todos.
Vou tentar explicar-lhes.
No programa em questão, havia uma sala principal com brasileiros.
A sala, por coincidência, chamava-se Brasil.
À primeira vista, era uma sala sedutora mas, haviam muitos indivíduos que não tinham maturidade suficiente para conversar de forma decente.
Logo, os users gugz e lag criaram a The Kitchen para as pessoas com mais capacidade mental -estou chutando, não sei se os motivos foram tão nobres assim.
Quando eu entrei na sala achei todo mundo muito legal mas não fui bem recebido, mas depois, com o tempo, eles foram se habituando com minha presença.
Hoje eu posso dizer que sou um cozinheiro.
E daí?
Bem, e daí que os cozinheiros por serem muito gente fina acabaram me cativando de tal forma a me deixar alienado.
Me divertia por horas na The Kitchen falando besteiras e coisas sem nexo.
Qual a diferença da Brasil?
Os cozinheiros eram/são os melhores.
Porém, no meio do segundo semestre do ano passado, a The Kitchen sofreu um desfalque mas, felizmente ele foi suprido nos meses de janeiro e fevereiro deste ano com dois encontros REAIS entre os cozinheiros.
Foram uma maravilha, os encontros.
Os cozinheiros descobriram que todos eram legais pessoalmente também.
O primeiro encontro, do dia 25 de janeiro deste ano, foi ótimo mas me soou quase que como um aperitivo para o encontro que aconteceria no mês procedente.
O encontro de 24 de fevereiro deste ano contou com aproximadamente dez cozinheiros e foi super legal/divertido.
Porém, o que os membros da The Kitchen não esperavam, é que mais uma crise viria abalar a estabilidade da sala.
Muitos cozinheiros deixaram a sala, a The Kitchen estava ficando mais vulnerável a invasores, muitas brigas internas (muitas mesmo), a criação da sala amigos do guimy que resultou em mais perdas além de vários outros fatores que contribuíram para a decadência da sala.
No mês de julho, houveram várias propostas para reencontros mas nenhuma foi adiante diante o desinteresse de vários cozinheiros.
Finalmente, dia 4 de agosto deste ano, houve um terceiro encontro.
Ele teria sido altamente sucedido se não tivesse contado apenas com quatro pessoas.
E, o melhor -ou pior-, é que foram dois casais, os presentes.
O encontro acabou se tornando mais uma tarde comum entre dois pares de namorados do que propriamente um encontro entre colegas de uma sala virtual.
Enfim, hoje houve mais uma tentativa de se fazer um encontro de cozinheiros, se bem que a conotação do "encontro" foi bem mais anti-kitcheniana do que a da calorosa união que aconteceu em fevereiro (mês de aniversário, por sinal, da The Kitchen).
Triste?
Ninguém acha.
Faz mais ou menos um ano que um ex-user da The Kitchen disse-me que a sala acabaria em mais ou menos seis meses.
Depois dos encontros do início deste ano, eu passei a desacreditar o antigo user mas, pelo visto, ele só errou na data.
A minha sincera esperança é de que nessas férias de verão, os cozinheiros voltem para o seu devido lugar e também que, eles todos acabem com essas malditas desavenças (VOCÊS SABEM DO QUE EU ESTOU FALANDO, VADIOS!!) que tem tornado os encontros tão vazios e desinteressantes.
Quanto mais cozinheiros, melhor.
Aprendam a se suportar, malditos.
Minha namorada acha que eu levo isto aqui a sério demais.
Eu também diria isso se não a tivesse conhecido por intermédio da The Kitchen também, assim como as pessoas que saíram comigo hoje.
Um abraço para quem leu e para quem não leu também.
Serião, o ano passado foi um ano de grandes afirmações.
Não.
Eu não sou gay.
A questão é, a The Kitchen foi uma das minhas melhores amigas durante bastante tempo.
Existe um software de compartilhamento de arquivos (programa para se baixar música, vulgarmente falando) atualmente na internet que tem salas de bate-papo acopladas.
Bem, eu ingressei nessa sala mais ou menos no final de julho do ano passado quase que contra a vontade de todos.
Vou tentar explicar-lhes.
No programa em questão, havia uma sala principal com brasileiros.
A sala, por coincidência, chamava-se Brasil.
À primeira vista, era uma sala sedutora mas, haviam muitos indivíduos que não tinham maturidade suficiente para conversar de forma decente.
Logo, os users gugz e lag criaram a The Kitchen para as pessoas com mais capacidade mental -estou chutando, não sei se os motivos foram tão nobres assim.
Quando eu entrei na sala achei todo mundo muito legal mas não fui bem recebido, mas depois, com o tempo, eles foram se habituando com minha presença.
Hoje eu posso dizer que sou um cozinheiro.
E daí?
Bem, e daí que os cozinheiros por serem muito gente fina acabaram me cativando de tal forma a me deixar alienado.
Me divertia por horas na The Kitchen falando besteiras e coisas sem nexo.
Qual a diferença da Brasil?
Os cozinheiros eram/são os melhores.
Porém, no meio do segundo semestre do ano passado, a The Kitchen sofreu um desfalque mas, felizmente ele foi suprido nos meses de janeiro e fevereiro deste ano com dois encontros REAIS entre os cozinheiros.
Foram uma maravilha, os encontros.
Os cozinheiros descobriram que todos eram legais pessoalmente também.
O primeiro encontro, do dia 25 de janeiro deste ano, foi ótimo mas me soou quase que como um aperitivo para o encontro que aconteceria no mês procedente.
O encontro de 24 de fevereiro deste ano contou com aproximadamente dez cozinheiros e foi super legal/divertido.
Porém, o que os membros da The Kitchen não esperavam, é que mais uma crise viria abalar a estabilidade da sala.
Muitos cozinheiros deixaram a sala, a The Kitchen estava ficando mais vulnerável a invasores, muitas brigas internas (muitas mesmo), a criação da sala amigos do guimy que resultou em mais perdas além de vários outros fatores que contribuíram para a decadência da sala.
No mês de julho, houveram várias propostas para reencontros mas nenhuma foi adiante diante o desinteresse de vários cozinheiros.
Finalmente, dia 4 de agosto deste ano, houve um terceiro encontro.
Ele teria sido altamente sucedido se não tivesse contado apenas com quatro pessoas.
E, o melhor -ou pior-, é que foram dois casais, os presentes.
O encontro acabou se tornando mais uma tarde comum entre dois pares de namorados do que propriamente um encontro entre colegas de uma sala virtual.
Enfim, hoje houve mais uma tentativa de se fazer um encontro de cozinheiros, se bem que a conotação do "encontro" foi bem mais anti-kitcheniana do que a da calorosa união que aconteceu em fevereiro (mês de aniversário, por sinal, da The Kitchen).
Triste?
Ninguém acha.
Faz mais ou menos um ano que um ex-user da The Kitchen disse-me que a sala acabaria em mais ou menos seis meses.
Depois dos encontros do início deste ano, eu passei a desacreditar o antigo user mas, pelo visto, ele só errou na data.
A minha sincera esperança é de que nessas férias de verão, os cozinheiros voltem para o seu devido lugar e também que, eles todos acabem com essas malditas desavenças (VOCÊS SABEM DO QUE EU ESTOU FALANDO, VADIOS!!) que tem tornado os encontros tão vazios e desinteressantes.
Quanto mais cozinheiros, melhor.
Aprendam a se suportar, malditos.
Minha namorada acha que eu levo isto aqui a sério demais.
Eu também diria isso se não a tivesse conhecido por intermédio da The Kitchen também, assim como as pessoas que saíram comigo hoje.
Um abraço para quem leu e para quem não leu também.
É verdade que o autor deste ultrage foi
neTrop!k@lista
? Que droga!! Bom.. ele postou às
16:00
7 comentários:
Da Minha Podridão.
Estou podre.
Serião.
Tipo.. devido à ausência de uma alimentação de qualidade, já estou apresentando problemas dentários e dermatológicos (é assim que se fala?) além do meu peso que deve aumentar a cada dia.
Me ajudem!!
Freud explica.. eu acho.
Existe um bagulhete em psicanálise chamado linha de morte (o outro parece se chamar linha de vida).
Quando a pessoa está em linha de morte, quanto mais ela se depara com coisas que vão destruí-la aos poucos, ela vai usufruindo de tais.
Isso explica o porquê dos fumantes, ao invés de pararem de fumar quando vêem aquelas propagandas horríveis no verso da caixa do cigarro, querem se drogar ainda mais.
Perverso, não?
Vejam só minha pele!!
Parece que vou explodir.
Serião.
Tipo.. devido à ausência de uma alimentação de qualidade, já estou apresentando problemas dentários e dermatológicos (é assim que se fala?) além do meu peso que deve aumentar a cada dia.
Me ajudem!!
Freud explica.. eu acho.
Existe um bagulhete em psicanálise chamado linha de morte (o outro parece se chamar linha de vida).
Quando a pessoa está em linha de morte, quanto mais ela se depara com coisas que vão destruí-la aos poucos, ela vai usufruindo de tais.
Isso explica o porquê dos fumantes, ao invés de pararem de fumar quando vêem aquelas propagandas horríveis no verso da caixa do cigarro, querem se drogar ainda mais.
Perverso, não?
Vejam só minha pele!!
Parece que vou explodir.
É verdade que o autor deste ultrage foi
neTrop!k@lista
? Que droga!! Bom.. ele postou às
15:59
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Pequena dúvida II.
Pinto ou não pinto meu cabelo de azul-marinho?
Posso fazer reflexo ou luzes.
Ah.. sei lá.
Não entendo dessas coisas.
Posso fazer reflexo ou luzes.
Ah.. sei lá.
Não entendo dessas coisas.
Quarta-feira, 19 de setembro de 2007.
É verdade que o autor deste ultrage foi
neTrop!k@lista
? Que droga!! Bom.. ele postou às
15:58
Nenhum comentário:
Pequena dúvida.
Eu não entendo os meus vizinhos.
Já estava mais do que na hora de eles me bombardearem ou pelo menos se queixar.
Vejam só, eu passo o dia inteiro e, às vezes a noite, ouvindo coisas de extremo mal gosto e bem agressivas tais como Bongwater, Ground Zero e As Melindrosas.
Às vezes quando eu passeio pelas ruas que cercam minha casa, senhoras parecem me evitar e os garotos sentem um desejo estranho de rir da minha cara.
E não é de admirar.
Não que eu me porte como um ET, mas já descobri que no volume em que ouço as coisas aqui, dá pra ouvir As Melindrosas até da China.
Mentira.
Claro que isso foi um exagero.
Hipérbole, acho.
Uma vez mostrei uma faixa do disco homônimo da banda The United States Of America para alguns da minha escola e eles compararam com música de igreja.
De fato, a música começava com uma espécie passagem sacra, quase que gregoriana, cantada em latim.
Isso fez com que eu ficasse com fama, não de cristão, mas sim de.. estranho?
É.. pode ser.
Mentira.
Mentira nada.
E.. se eu fosse algum de vocês, eu escutaria I've Got Something On My Mind da banda The Left Banke e compararia com a música-tema do (filme) Rei Leão -vocês me perdoem a ignorância, mas eu não faço a mínima idéia qual é o nome de tal música.
Não.. não é aquela do Elton John.
Ah.. adivinhem o que eu ganhei!!
-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-
Nem a pau que vocês vão adivinhar.
Um AllStar usado.
Legal, não?
Não?
Já devia ter imaginado.
Bem, agora eu sou um garoto alternativo.
Isso não é cool?
Não?
Cansei.
Cansei de vocês.
Cansei de ser sexy.
Mentira.
Quarta-feira, 19 de setembro de 2007.
Ao som de The Left Banke - I've Got Something On My Mind, Ivy Ivy (da mesma banda) e Stormy Six - L'Apprendista.
Já estava mais do que na hora de eles me bombardearem ou pelo menos se queixar.
Vejam só, eu passo o dia inteiro e, às vezes a noite, ouvindo coisas de extremo mal gosto e bem agressivas tais como Bongwater, Ground Zero e As Melindrosas.
Às vezes quando eu passeio pelas ruas que cercam minha casa, senhoras parecem me evitar e os garotos sentem um desejo estranho de rir da minha cara.
E não é de admirar.
Não que eu me porte como um ET, mas já descobri que no volume em que ouço as coisas aqui, dá pra ouvir As Melindrosas até da China.
Mentira.
Claro que isso foi um exagero.
Hipérbole, acho.
Uma vez mostrei uma faixa do disco homônimo da banda The United States Of America para alguns da minha escola e eles compararam com música de igreja.
De fato, a música começava com uma espécie passagem sacra, quase que gregoriana, cantada em latim.
Isso fez com que eu ficasse com fama, não de cristão, mas sim de.. estranho?
É.. pode ser.
Mentira.
Mentira nada.
E.. se eu fosse algum de vocês, eu escutaria I've Got Something On My Mind da banda The Left Banke e compararia com a música-tema do (filme) Rei Leão -vocês me perdoem a ignorância, mas eu não faço a mínima idéia qual é o nome de tal música.
Não.. não é aquela do Elton John.
Ah.. adivinhem o que eu ganhei!!
-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-
Nem a pau que vocês vão adivinhar.
Um AllStar usado.
Legal, não?
Não?
Já devia ter imaginado.
Bem, agora eu sou um garoto alternativo.
Isso não é cool?
Não?
Cansei.
Cansei de vocês.
Cansei de ser sexy.
Mentira.
Quarta-feira, 19 de setembro de 2007.
Ao som de The Left Banke - I've Got Something On My Mind, Ivy Ivy (da mesma banda) e Stormy Six - L'Apprendista.
É verdade que o autor deste ultrage foi
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15:54
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sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Da Situação Musical Atual ou Desabafo Inevitável Sobre A Questão Musical Brasileira ou Discurso Gigante Sobre Algo Chato
Gente..
Sabe o que é mais incrível do que falarem que tu tem mal gosto?
É ouvir isso de uma pessoa de péssimo gosto.
Sério mesmo.. várias pessoas com gosto péssimo, ao se depararem com algo que eu ouço e que não é de conhecimento de tais, já criticaram o meu gosto musical.
O pior é quando sabes que o que ouves é centenas de vezes melhor do que as pessoas que criticam o teu gosto musical costumam ouvir.
Será que estou me expressando da melhor maneira?
Tem várias pessoas que visitam o meu blogue e nenhuma tem um gosto musical tão deprimente como o das pessoas que já riram do que eu ouço.
Uma vez fui vaiado no Gal. Othello Franco (minha ex-escola) quando disse que Garota de Ipanema, canção de Antônio Carlos Jobim e Vinícius de Morais (duvido que alguém não soubesse, mas..), era melhor que uma canção qualquer da Avril Lavigne que eles discutiam.
Posso ter acertado naquela mas, hoje em dia que eu sou uma pessoa mais crítica, diria que Garota de Ipanema nem merecia seu lugar no pódium de uma das mais executadas do mundo.
Tá. A Helô Pinheiro deve ter mais QI do que quem passa horas ouvindo Avril Lavigne.
Mentira.
Eu posso estar sendo preconceituoso mas existem coisas que devem ser discutidas inveitavelmente.
Tem gente que só conhece Avril Lavigne e que não tem o menor senso musical ou crítico devido a uma educação deficiente e que acha (e continuará achando) que Avril Lavigne é a coisa melhor do mundo, a salvação de seus problemas.
Mas não é só a educação que falha nesse contexto.
Há muito tempo que gravações da qualidade que nós merecemos pararam de frequentar as nossas rádios e televisões (em [quase] todos os gêneros).
As músicas hoje em dia (como se isso não fosse comum desde a década de 60s) não duram na rádio por mais de um mês geralmente, sendo que a qualidade destas (vocês estão entendendo, né? claro que eu não estou generalizando) tem diminuído gradualmente para atender a um público que cada vez mais busca (ou faz-se buscar) por músicas fáceis de serem compreendidas tanto no sentido musical quanto no sentido lírico.
Está aí o porquê do fracasso (no sentido comercial) de estilos esquecidos como a música conceitual, instrumental, erudito-clássica, experimental e world fusion e também de movimentos e cenas como o Rock In Opposition, o tropicalismo ou as bandas consideradas vanguarda¹.
Alguns estilos como o rap e o funk foram mais astutos e tiraram um dos elementos sonoros que mais demoraram a ser dominados que é a melodia.
E o pior é que essa onda de música ruim (sem generalizar) estendeu-se às chamadas tribos (nome ridículo) urbanas.
Cada tribo tem seu estilo musical representante mas todas carregam uma terrível característica em: a ausência de qualidade.
Mais uma vez: não estou generalizando.
Acho que todos (os que não tem preguiça de ler) aqui devem compartilham a minha angústia.
Se eu mostrasse este texto a um ex-amigo meu do Gal. Othello Franco, ele provavelmente desistiria no segundo parágrafo.
Mas.. sabem o que é engraçado?
Existem milhares de tribos (nome ridículo) urbanas e subculturas com estilos musicais e de vida mas, vejam que gozado, todas consomem as mesmas coisas.
É claro: as tribos de elite consomem as mesmas coisas enquanto as outras classes consomem as coisas comuns dentro de suas próprias liberdades, mas isso não significa nada: a música virou um produtinho de fast-food engana-estômago qualquer.
Espero estar sendo compreensivo.
Eu tinha que desabafar.. aliás, esse é o nó da garganta de muita gente que conheço.
O jeito é torcer para que a situação musical, não só no Brasil, mas na cena mundial, melhore nem que os músicos eruditos tenham de dar um golpe interestatal e monopolizar a música.
Sei lá.. às vezes eu fico pensando (vegetando?) se não seria melhor militares de bom gosto no poder do que os políticos corruptos de mal gosto musical que presidem o nosso Estado.
Estou brincando.
Talvez os músicos voltassem a ser mais criativos como os da década de 70s.
Mentira.
Essa história da boa música brasileira ter sido estimulada pelo Golpe Militar pelo próprio é mito.
Talvez não, mas existem motivos para que eu pense nisso.
E, mesmo que houvesse um novo golpe e a área criativa e musical fosse estimulada, ela estaria sujeita/destinada somente à elite.
Quase ninguém sabe, mas todos aqueles que são considerados os mestres da MPB e que foram de importante figuração na cena musical brasileira durante a década de 70s² não tinham um público tão vasto como se pensa.
A elite sempre foi o público alvo da (suposta) Música Popular Brasileira enquanto os que vendiam mesmo e ficavam no topo das paradas tais como Paulo Sérgio, Odair José, Fernando Mendes e outros, foram esquecidos por não se enquadarem em uma das duas vertentes da MPB: a tradição e o universalismo; segundo Paulo César Araújo, autor de "Eu Não Sou Cachorro Não".
Pode até ser que todos esses músicos possam não ter produzido obras-primas mas foram importantes no âmbito social e até na luta contra a ditadura, por tão incrível que isso possa parecer durante a década de 70s.
Mas, vejam bem.. não estou generalizando.
Com a vulgarização atual da música, o estilo que eles produziram na década de 70s acabou se tornando mais desfalcada em qualidade, vulgarizando o estilo como se ele tivesse sempre tido a intenção de ser comercializado.
Mas, poxa, até os Beatles produziram obras de fácil assimilação e altamente comerciais.
Mas a minha intenção agora não é polemizar -pelo menos em relação a isso.
É quase comum que as elites é que optem pelo que será registrado pela história para a posteridade e isso, naturalmente, se repete na questão musical.
Segundo Nietzsche, quem determina até o nome das coisas, são as classes dominantes.
Isso não é legal?
Não?
Droga.
Esse desabafo está tornando-se um épico, já.
Duvido que algum leitor chegue até aqui.
Mesmo porque estou falando sobre um tema sério e não sobre um amigo de setenta e poucos anos que foi comigo a um vernisage comer gratuitamente.
Eu não sei se levo a questão musical muito a sério.
Me corrijam se eu estiver errado.
Sabe o que é mais incrível do que falarem que tu tem mal gosto?
É ouvir isso de uma pessoa de péssimo gosto.
Sério mesmo.. várias pessoas com gosto péssimo, ao se depararem com algo que eu ouço e que não é de conhecimento de tais, já criticaram o meu gosto musical.
O pior é quando sabes que o que ouves é centenas de vezes melhor do que as pessoas que criticam o teu gosto musical costumam ouvir.
Será que estou me expressando da melhor maneira?
Tem várias pessoas que visitam o meu blogue e nenhuma tem um gosto musical tão deprimente como o das pessoas que já riram do que eu ouço.
Uma vez fui vaiado no Gal. Othello Franco (minha ex-escola) quando disse que Garota de Ipanema, canção de Antônio Carlos Jobim e Vinícius de Morais (duvido que alguém não soubesse, mas..), era melhor que uma canção qualquer da Avril Lavigne que eles discutiam.
Posso ter acertado naquela mas, hoje em dia que eu sou uma pessoa mais crítica, diria que Garota de Ipanema nem merecia seu lugar no pódium de uma das mais executadas do mundo.
Tá. A Helô Pinheiro deve ter mais QI do que quem passa horas ouvindo Avril Lavigne.
Mentira.
Eu posso estar sendo preconceituoso mas existem coisas que devem ser discutidas inveitavelmente.
Tem gente que só conhece Avril Lavigne e que não tem o menor senso musical ou crítico devido a uma educação deficiente e que acha (e continuará achando) que Avril Lavigne é a coisa melhor do mundo, a salvação de seus problemas.
Mas não é só a educação que falha nesse contexto.
Há muito tempo que gravações da qualidade que nós merecemos pararam de frequentar as nossas rádios e televisões (em [quase] todos os gêneros).
As músicas hoje em dia (como se isso não fosse comum desde a década de 60s) não duram na rádio por mais de um mês geralmente, sendo que a qualidade destas (vocês estão entendendo, né? claro que eu não estou generalizando) tem diminuído gradualmente para atender a um público que cada vez mais busca (ou faz-se buscar) por músicas fáceis de serem compreendidas tanto no sentido musical quanto no sentido lírico.
Está aí o porquê do fracasso (no sentido comercial) de estilos esquecidos como a música conceitual, instrumental, erudito-clássica, experimental e world fusion e também de movimentos e cenas como o Rock In Opposition, o tropicalismo ou as bandas consideradas vanguarda¹.
Alguns estilos como o rap e o funk foram mais astutos e tiraram um dos elementos sonoros que mais demoraram a ser dominados que é a melodia.
E o pior é que essa onda de música ruim (sem generalizar) estendeu-se às chamadas tribos (nome ridículo) urbanas.
Cada tribo tem seu estilo musical representante mas todas carregam uma terrível característica em: a ausência de qualidade.
Mais uma vez: não estou generalizando.
Acho que todos (os que não tem preguiça de ler) aqui devem compartilham a minha angústia.
Se eu mostrasse este texto a um ex-amigo meu do Gal. Othello Franco, ele provavelmente desistiria no segundo parágrafo.
Mas.. sabem o que é engraçado?
Existem milhares de tribos (nome ridículo) urbanas e subculturas com estilos musicais e de vida mas, vejam que gozado, todas consomem as mesmas coisas.
É claro: as tribos de elite consomem as mesmas coisas enquanto as outras classes consomem as coisas comuns dentro de suas próprias liberdades, mas isso não significa nada: a música virou um produtinho de fast-food engana-estômago qualquer.
Espero estar sendo compreensivo.
Eu tinha que desabafar.. aliás, esse é o nó da garganta de muita gente que conheço.
O jeito é torcer para que a situação musical, não só no Brasil, mas na cena mundial, melhore nem que os músicos eruditos tenham de dar um golpe interestatal e monopolizar a música.
Sei lá.. às vezes eu fico pensando (vegetando?) se não seria melhor militares de bom gosto no poder do que os políticos corruptos de mal gosto musical que presidem o nosso Estado.
Estou brincando.
Talvez os músicos voltassem a ser mais criativos como os da década de 70s.
Mentira.
Essa história da boa música brasileira ter sido estimulada pelo Golpe Militar pelo próprio é mito.
Talvez não, mas existem motivos para que eu pense nisso.
E, mesmo que houvesse um novo golpe e a área criativa e musical fosse estimulada, ela estaria sujeita/destinada somente à elite.
Quase ninguém sabe, mas todos aqueles que são considerados os mestres da MPB e que foram de importante figuração na cena musical brasileira durante a década de 70s² não tinham um público tão vasto como se pensa.
A elite sempre foi o público alvo da (suposta) Música Popular Brasileira enquanto os que vendiam mesmo e ficavam no topo das paradas tais como Paulo Sérgio, Odair José, Fernando Mendes e outros, foram esquecidos por não se enquadarem em uma das duas vertentes da MPB: a tradição e o universalismo; segundo Paulo César Araújo, autor de "Eu Não Sou Cachorro Não".
Pode até ser que todos esses músicos possam não ter produzido obras-primas mas foram importantes no âmbito social e até na luta contra a ditadura, por tão incrível que isso possa parecer durante a década de 70s.
Mas, vejam bem.. não estou generalizando.
Com a vulgarização atual da música, o estilo que eles produziram na década de 70s acabou se tornando mais desfalcada em qualidade, vulgarizando o estilo como se ele tivesse sempre tido a intenção de ser comercializado.
Mas, poxa, até os Beatles produziram obras de fácil assimilação e altamente comerciais.
Mas a minha intenção agora não é polemizar -pelo menos em relação a isso.
É quase comum que as elites é que optem pelo que será registrado pela história para a posteridade e isso, naturalmente, se repete na questão musical.
Segundo Nietzsche, quem determina até o nome das coisas, são as classes dominantes.
Isso não é legal?
Não?
Droga.
Esse desabafo está tornando-se um épico, já.
Duvido que algum leitor chegue até aqui.
Mesmo porque estou falando sobre um tema sério e não sobre um amigo de setenta e poucos anos que foi comigo a um vernisage comer gratuitamente.
Eu não sei se levo a questão musical muito a sério.
Me corrijam se eu estiver errado.
Quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Ao som da primeira à nona faixas do álbum Live At Montreaux Jazz Festival com Elis Regina gravado em 1979.
____________________________________________________________
1-Termos como música clássica, erudita e vanguarda são muito vagos. Não que Música Popular Brasileira também não o seja.
2-Quando cito a década de 70s, geralmente me refiro (pelo menos neste texto) ou ao período de duração do Governo Militar no Brasil (excluindo os últimos anos do governo quando a música de protesto foi adotada por bandas de rock na década de 80s) ou então ao período de 1968 à 1978, auge da música predominantemente ouvida pelas classes excluídas.
É verdade que o autor deste ultrage foi
neTrop!k@lista
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08:47
4 comentários:
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Nada de título dadaísta hoje.
Hoje eu não vou indicar banda alguma nem falar de como eu sou feliz ou infeliz ou então contar sobre alguma coisa engraçada que aconteceu comigo.
Nada de passeios tediosos nem resenhas de sites, bandas e nenhuma poesia.
Nenhum comunicado ou intermezzo.
Nenhuma crítica.
Nada de AllStar "mamãe-sou-indie".
Nada de indies.
Hoje eu vou falar sobre nada.
Mentira.
É isso que acontece quando eu quero postar algo e me falta a criatividade: minto sobre não falar nada.
Nada de passeios tediosos nem resenhas de sites, bandas e nenhuma poesia.
Nenhum comunicado ou intermezzo.
Nenhuma crítica.
Nada de AllStar "mamãe-sou-indie".
Nada de indies.
Hoje eu vou falar sobre nada.
Mentira.
É isso que acontece quando eu quero postar algo e me falta a criatividade: minto sobre não falar nada.
É verdade que o autor deste ultrage foi
neTrop!k@lista
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13:02
8 comentários:
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Batalha Final
No dia marcado,
As tropas militares
De São Máximo do Oeste
E São Mínimo do Leste,
Se enfrentaram como dois leões
Que lutam por uma fêmea
Ou por um determinado espaço.
Um dia depois,
Tanto São Máximo do Oeste
Quanto São Mínimo do Leste,
Seriam retiradas do mapa.
Mentira.
As tropas militares
De São Máximo do Oeste
E São Mínimo do Leste,
Se enfrentaram como dois leões
Que lutam por uma fêmea
Ou por um determinado espaço.
Um dia depois,
Tanto São Máximo do Oeste
Quanto São Mínimo do Leste,
Seriam retiradas do mapa.
Mentira.
É verdade que o autor deste ultrage foi
neTrop!k@lista
? Que droga!! Bom.. ele postou às
13:54
5 comentários:
Palestra Anti-Suicida Aos Carolas De São Mínimo Do Leste
Está mais do que certo
Que está tudo bem certo.
Mas o que é errado?
Eu não faço idéia.
Nesta comunidade
Tudo convive em harmonia.
E não acho que
"Errado" deva existir nem
No nosso vocabulário.
Porém, contudo,
Tudo o que todos de lá
Tentam é fazer mau
A si mesmos, cometendo
Um crime bárbaro e anormal.
Também, se não bastasse,
A certa incerteza daquele
Povo indeciso, ocasiona
Problemas de segurança..
Vejam só aquelas crianças:
Elas são capazes de matar aos próprios pais.
Não podemos deixar
Que esses loucos se matem!
Levante a mão, quem quiser impedir a morte de várias pessoas.
Só precisaremos de uma hora de baderna para ganhar a humanidade.
Mentira.
Que está tudo bem certo.
Mas o que é errado?
Eu não faço idéia.
Nesta comunidade
Tudo convive em harmonia.
E não acho que
"Errado" deva existir nem
No nosso vocabulário.
Porém, contudo,
Tudo o que todos de lá
Tentam é fazer mau
A si mesmos, cometendo
Um crime bárbaro e anormal.
Também, se não bastasse,
A certa incerteza daquele
Povo indeciso, ocasiona
Problemas de segurança..
Vejam só aquelas crianças:
Elas são capazes de matar aos próprios pais.
Não podemos deixar
Que esses loucos se matem!
Levante a mão, quem quiser impedir a morte de várias pessoas.
Só precisaremos de uma hora de baderna para ganhar a humanidade.
Mentira.
É verdade que o autor deste ultrage foi
neTrop!k@lista
? Que droga!! Bom.. ele postou às
13:53
Um comentário:
Palestra Suicida Aos Carolas De São Máximo Do Oeste
Está mais do que certo
Que está tudo errado.
Mas o que é incerto?
Eu não faço idéia.
Comigo, eu creio,
Vai tudo bem
E não acho que
"Ir bem" seja
Tarefa mui árdua.
Porém, contudo,
Tudo o que todos
Tentam é ficar bem,
Como se isso fosse
Tarefa do além.
Também, se não bastasse
A certa incerteza
Enfrentamos um terrível
Problema de segurança..
Vejam só nossas crianças:
Elas são capazes de matar aos próprios pais.
Sugiro uma apoplexia voluntária.
Injeções, cérebro, concentração..
Levante a mão, quem quiser zarpar comigo nesta empreitada.
Precisamos de um segundo de silêncio para ganhar a humanidade.
Mentira.
Que está tudo errado.
Mas o que é incerto?
Eu não faço idéia.
Comigo, eu creio,
Vai tudo bem
E não acho que
"Ir bem" seja
Tarefa mui árdua.
Porém, contudo,
Tudo o que todos
Tentam é ficar bem,
Como se isso fosse
Tarefa do além.
Também, se não bastasse
A certa incerteza
Enfrentamos um terrível
Problema de segurança..
Vejam só nossas crianças:
Elas são capazes de matar aos próprios pais.
Sugiro uma apoplexia voluntária.
Injeções, cérebro, concentração..
Levante a mão, quem quiser zarpar comigo nesta empreitada.
Precisamos de um segundo de silêncio para ganhar a humanidade.
Mentira.
É verdade que o autor deste ultrage foi
neTrop!k@lista
? Que droga!! Bom.. ele postou às
13:50
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