a segunda parte - da história - é menor.
me ligou. seria no sábado, me ligou hoje, sua voz parecia fanha, prematura, a cobrar, de um orelhão. logo, polidamente, naquele mono-tom, pediu desculpas que soaram muito sinceras e necessárias por atribuir ao custo da ligação a minha boa vontade - e que vontade boa eu estava.
não me retornaria. não vou retornar mais nenhuma ligação, foi mesmo o que disse. fui legal em lhe dar o papel com meu telefone, me retornara em virtude da promessa feita segunda, mas, foi enfático em me dizer, não vislumbrava possibilidade de me procurar mais uma vez. lastimava o fato de - levando-se por alguma pretensão - ter me desapontado.
lhe disse, bom, tens meu telefone, se precisar conversar comigo pode me ligar. Eros, repetiu cristalinamente as já gastas palavras, te liguei para te dizer que não vou te retornar, e lamento ter te decepcionado, não posso te dar feedback esse que esperas. podemos nos falar em outro momento das nossas vidas.
como ele lamento. lamento por não ter podido me entra(nha)r e desestranhar através da sua mórbida esquisitisse, pois, foda-se!, estava mesmo era disposto a morrer de amor.

Nenhum comentário:
Postar um comentário