quinta-feira, 9 de outubro de 2014

r.: collage a posteriori - em português, penso em como concebo a porra toda, pra uma pessoa com quem gostaria de acordar às 5h pra assistir o nascer do sol tomando vinho na praia da ponta

em primeiro lugar, lhe disse, de acordo com a minha experiência com as pessoas, as coisas e os animais, enfim, [todas] as coisas acabam.
os processos acabam, mesmo se eu estiver com alguém até o dia da minha morte, as coisas vão acabar, pois existe a morte.

em segundo lugar, as pessoas usam categorias para dar inteligibilidade ao mundo delas. categorias como amigo, namorado, marido, mãe, cachorro.
mas categorias são sempre precárias, e nunca refletem uma realidade objetiva.

em terceiro lugar, o desejo é polimorfo. eu acho absolutamente legítimo que alguém deixe de sentir desejo por uma pessoa, ou acabe desejando mais de uma pessoa ao mesmo tempo, em diferentes níveis e intensidades (as coisas morrem!), assim como é possível que, em determinado tempo, alguém sinta desejo apenas por uma outra pessoa.
categorias, aqui, são iminentemente precárias, seu uso é estratégico.

pra mim, coisas como intensidade, reciprocidade, transparência, sinceridade, carinho são muito mais importantes do que qualquer outra coisa.

por fim, gostaria de te convidar pra participar mais da minha vida.

seria plausível que a última parte da explanação, por simples que fosse, soasse desinteressanteº

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