terça-feira, 15 de julho de 2008

Texto ou Hipótese sobre o fim do mundo (Capítulo Sete)

O autor não sente mais prazer em contar a história de Malmequer de Sul.
Agora, ele contará a história de Malmequer do Soul, que era a cidade que ficava ao Norte, e que jamais foi alagada por mais de quinze copos de cerveja azul, porque ela não existe.
Então um dia se ouviu um barulho estrondoso vindo do Sul.
Os cidadãos de Malmequer do Soul não sabiam, mas justo naquele momento, um vendedor de lâmpadas, um prefeito e uma Beatriz morriam afogados. Agora, Malmequer do Soul e Hormissia estavam separados por um grande rio, que mais tarde seria chamado de Rio Entreparedes. Isso fez com que as relações entre Malmequer do Soul e Hormissia fossem cortadas, já que Hermética era um país muito pobre e não dispunha de fundos para solucionar o problema da comunicação, só para comprar toneladas de cimento.
Mibo estava preparando um pudim para Mibinha, durante o momento da explosão. Infelizmente, o pudim e a Mibinha desandaram, e Mibo morreu de tédio. Melhor pra ele.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Texto ou Hipótese sobre o fim do mundo (Capítulo Seis)

Maria sabe de uma coisa que os demais não sabem, nem Beatriz.
Mas eu também não sei, então não posso contar.

Texto ou Hipótese sobre o fim do mundo (Capítulo Cinco)

Ah! As abelhas.
Animais estúpidos, mas todos as amam.
Aliás, isso é mentira, posto que se todos as amassem, não as explorariam da maneira que o fazem, roubando todo o seu mel -e falo sério!
Pois chegou o dia aos moradores de Malmequer do Sul; a maldição das abelhas malignas em ação! Infelizmente, a tsunami foi mais ágil.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Texto ou Hipótese sobre o fim do mundo (Capítulo Quatro) -100ª Postagem!!!!

Beatriz era uma garota estranha.
Desde cedo tinha o dom de matar pessoas acidentalmente, mas a história dela é um tanto sem-graça, se comparada à história de Marisa.
Maria nasceu no mesmo momento em que seu país, Hermética, saía de uma Ditadura Militar, e entrava em outra, cujo nome se ignora. Tendo nascido da colisão de um cometa com quinze quilos de algodão (que equivalem a quinze quilos de muçarela de búfala), Maria não teve pai até os três anos de idade, quando foi entregue por um carteiro muito safado, que tinha pés mais hipnóticos que os pés do nosso amigo prefeito, a um padeiro. Este cuidou muito bem de Marisa até o dia no qual se matou, entupindo seu reto com restos de pão.
Pois o dom de Maria era mais simples que o de Beatriz. Marisa podia beijar as estrelas. Aliás, ela o descobriu no mesmo dia em que o pai padeiro entupiu o rabo de pão, mas isso já é outra história.
Essa outra história é a seguinte. Acidentalmente, Beatriz disse as palavras mais tristes àquela noite, e o padeiro, pai de Marisa na época, resolveu que seria melhor se matar, antes que fosse pego de surpresa por uma abelha.

domingo, 22 de junho de 2008

Texto ou Hipótese sobre o fim do mundo (Capítulo Três)

Recusando as ajudas ditas terapêuticas pelo prefeito (abuso de eqüinos e garrafas de vinho), Príncipe foi se consultar com o vendedor de lâmpadas, que também era mestre em cartomancia, e que não merece descrição pela sua atividade vulgar, de vender objetos que brilham.
- Pois eu sei dessa história.
- É mesmo, senhor vendedor de lâmpadas?
- Sim, sério. Não viu a mãe-de-santo? Ficarás louco em certo tempo, e depois serás engolido pela sua barriga.
Quinze anos depois, Príncipe é seguido por uma abelha até a loja de lâmpadas, e é engolido pelo seu próprio estômago, morrendo aos 471 anos, e seu bigode aos 427.
Cinco anos depois disso, Malmequer do Sul foi inundada por uma bebida etílica de cor um tanto azulada, e que não existe, e o prefeito, o vendedor de lâmpadas e a Beatriz morreram.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Texto ou Hipótese sobre o fim do mundo (Capítulo Dois)

Príncipe era o penteeiro mais famoso da Rua Turva, e assim que soube do sumiço de nossa querida mãe-de-santo, tomou duas garrafas de ayahuasca e foi se encontrar com o prefeito. Ao chegar na casa deste, que era vizinho de nossa quase-finada e finda mãe-de-santo, tomou um susto, que lhe fez pular até amarrar o gato. Uma abelha lhe disse ao pé do ouvido que durante quinze anos quadrados lhe faria perder o juízo.
Mas onde estava o maldito prefeito? No banheiro.
- Senhor prefeito, como faz o senhor para não trancar as portas em dias de ser morto e vivo na Hormissia?
- Não me fale em Hormissia, penteeiro. - disse o prefeito, que saía do banheiro com dois quilos de arroz sob os braços, em sacolas de algodão. - Não estou mais lá. Que vieste fazer aqui, biltre?
- Não me trate assim, prefeito. Aquela moça cujo nome o autor não se recorda, está morta.
- Não me diga.
O prefeito tinha dezessete anos de idade. Desejado sexualmente por toda a elite de Hormissia, cidade vizinha a Malmequer do Sul, o prefeito foi eleito porque sabia estar em quarenta e sete lugares ao mesmo tempo. Era magro, alto e tinha o defeito de ser muito burro, com cabelos quase lisos e cortados na moda mais tosca apresentada no último noticiário da TV, pés estranhos e hipnóticos, sempre à vista, pois vestia apenas uma sunga azul (podia ser verde) e túnicas roxas-claras ou invisíveis.
Quanto ao penteeiro, pense em um engenheiro de trânsito vestido de hippie, mas quase sem cores, meio pastel ou cáqui, um tanto baixo, quase pardo e a barba eternamente a fazer, mas não era grande. As mulheres de Malmequer do Sul o achavam um tanto charmoso pela barriga rígida, vermelha e nem tão grande que ganhara em seus 456 anos de idade. Seu bigode tinha 412 anos de idade, mas Príncipe era homossexual.
- Qual foi o relato do vendedor de lâmpadas? - perguntou o prefeito, cheio de curiosidade e vontade extrema e obscena de abusar sexualmente do último eqüino que chegara.
- Deu-se que a moça foi vista ao lado de uma abelha, e depois foi sugada pela própria barriga.
- Isso é estranho, penteeiro. Uma vez, eu estava navegando ali fora, e uma sereia me disse que seria capaz das abelhas deixarem os estômagos cheios de fome até o final desta década, que está para terminar. Pois isto tudo que me relatara faz o sentido completo. Ei, eu encomendei uns vinhos novos, posso ir tomar banho agora? Isto é, você não gostaria que eu resolvesse esse impasse sem umas belas taças de vinho e de pelo menos três horas no ofurô, certo?
Não há resposta.
- Penteeiro maldito! - berra o prefeito.
- Oh! Perdão, mas seus pés são um tanto hipnóticos.
- Saia de minha casa, preciso cuidar do caso.
- Caso?
- Oh! Biltre, maníaco - berrava o prefeito a empurrar Príncipe.
- Prefeito.
- Sim?
- Uma abelha veio me falar hoje.
Susto. O prefeito então vai até o criado-mudo, pega uma caderneta de anotações e uma caneta sem tinta, e volta rapidamente para onde estava, e então com uma certa vontade de ter pressa, e um tanto ingenuamente preocupado, pergunta ao penteeiro:
- Que horas são?

domingo, 25 de maio de 2008

Texto ou Hipótese sobre o fim do mundo (Capítulo Um)

Um dia Marisa notou que faltava uma lâmpada em sua casa. Ela então pôs-se a rezar pensando que dessa maneira não precisaria se deslocar até a loja de lâmpadas mais próxima. "Nunca dá certo", pensa Maria. Gostaria de alertar os meus leitores de que às vezes eu cofundo o nome de nossa mãe-de-santo mais esperta. Pondo fim à dúvida de dez segundos atrás, Marisa sai de sua casa na Rua Turva e dirige-se à loja de lâmpadas mais próxima. Maria se vê seguida por uma abelha.
A abelha apareceu há quinze anos, mas nunca seguiu Marisa até o fim do caminho. "Como vou entrar aqui com esta abelha do lado?", pensou Maria, que, dois segundos depois foi sugada por um buraco que se abriu em seu próprio estômago.
Marisa morre.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Uma história de maus costumes!

O garoto arrota em público.
Um senhor que estava passando, indignado berra:
-Não eructe!
A mãe não entende.
O garoto também não.
O velho chega em casa e reza mais uma Ave Maria.

Texto chato.

Alguns meses.
A mesma coisa.
Continuo o chato de sempre, com algumas oportunidades a mais, outras a menos, pouco livre, bem obrigado, paramímico, um tanto mandrião talvez (a Química não sorri mais pra mim).
Entrei num lance na COMGÁS, liguei pr'um número retirado dum cartaz ("E AÍ, HUMANIDADE!?", tem um monte aqui no meu bairro).
Comprarei uma bicicleta.
Escrevo no meu caderno todos os dias; o MOLESKINE Reporter que meu pai me deu, e ele voltará mês que vem d'um navio aí.
Continuo não-rico, o Brasil tem mais milionários, o Bill Gates já não é há meses o mais filho da puta atual da história.
Aliás, nem sei mais quem o é, depois que Walt Disney, Henry Ford e Roberto Marinho morreram.
Oh!, o BBB acabou, e eu estou tão triste por isso...
Ainda quero pendurar revistas CARAS, os meus amigos humanistas são mais pacíficos e querem fazer o que ninguém jamais conseguiu -ou conseguiu por um momento.
O Kassab ainda é um eqüino para mim.
Estive pensando em Biblioteconomia, ao invés de Jornalismo; menos candidatos/vaga e mais oportunidades de trabalho; tema que demais me apraz.
Ari Almeida está vivo: procurem por ele!
Nenhum companheiro, nenhuma companheira, paraninfo, ninfa.
Vou pr'outro lugar, ou talvez eu vá.
Sei lá.
Que morram de proctite todos, exceto Natalino e eu.
Estou em êxtase!
Acabo de saber o nome de quem acabou de ganhar o BBB.
E eu continuo o chato de sempre, com algumas oportunidades a mais, outras a menos, pouco livre, bem obrigado, paramímico, um tanto mandrião talvez (a Química não sorri mais pra mim).
Mas que texto chato.
Podem ignorá-lo.

Blogue em crise?

Nem sei mais que escrever aqui.
O meu diário (vocês precisam ver o meu MOLESKINE Reporter), como terapia, tem substituído isto aqui.
Tipo, qualquer crítica à sociedade de controle/consumo, qualquer crítica referente à situação musical atual ou sobre algum tabu que envolva ética e moral, qualquer crítica à dominação extra-cultural estadunidense, qualquer texto sobre passeios idiotas com amigos imbecis, qualquer redação ou poesia nonsense, qualquer declaração de amor a um livro ou conceito anarquista-ontológico, soará de alguma forma um tanto quanto repetitivo/cansativo ou não-original.
Ué, não sei mais sobre o que discorrer.
Há tempos eu havia criado este blogue com o intuito de... ter um blogue.
Okay, eu desisto.
Talvez não exista motivo pr'esse blogue existir.

"Pense naquelas pessoas que enviam filmes do tipo videocassetadas para a televisão. Ter um blog[ue] é exatamente a mesma coisa"
Ha Jee-hyun, psiquiatra coreano, comentando a onde de sites pessoais que tomou a internet. Para ele, ser humilhado no Faustão é muito parecido com manter um diário aberto para qualquer desconhecido que esteja navegando na internet.

[trecho retirado da Ocas" -n° 21]

Não, não acreditei muito nessa baboseira.
Julgo que um blogue atualmente pode assumir características além do lero-lero diário de patricinhas da classe média alta -tipo o blogue da Lia.
Eu simplesmente estou desmotivado a continuar com o blogue.
Talvez seja o fato de que a manutenção tem se mostrado de certo modo complicada.
Enfim, ninguém quer saber mais do quão tenho raiva da Igreja do Bom Parto, como eu pago de cult ou do quanto eu gosto de Stormy Six.
Se eu soubesse escrever usando de bom-humor, além da ironia, já estava de bom tamanho; mas a minha criatividade anda meio alienada.
E agora, Batman?