terça-feira, 21 de agosto de 2007

Eros é humilhado por uma criança com um terço de sua idade. Eros ordena que a criança seja decapitada.

A questão é: será que eu sou explícito e sincero demais?
O que aconteceu foi que eu, Ingrid e Letícia estávamos no metrô indo em direção à estação República e sentamos (eu e Letícia) na frente de um moleque loiro de cara aterrorizante. Letícia disse-me estar com medo do moleque.
Começamos e tirar sarro dele entre nós.
A mãe dele percebeu.
Ele fazia caras estranhas. A mãe dele retribuía nossos risos com cara de desaprovação.
Nós em um dado momento então paramos de rir da cara dele pois sabíamos que a mulher não estava gostando.
Então, do nada a Letícia fala:
-Você ouviu isso?
-O que?
-O que eles disseram.
-Não.
-'Cê não viu o moleque falando "NÃÃÃÃO"??
-Sim, isso eu ouvi.
-Então.. o garoto disse alguma coisa pra mãe e ela perguntou pr'ele "você não gostou do menino?". Aí o menino respondeu "NÃÃÃÃÃO".
-Nossa.
Em um primeiro instante eu desacreditei.
-Que coisa..
Enfim.. na estação Sé, os dois iam descer.
Eu ouço, então, da voz da mulher:
-Qualquer coisa, eu bato nele.
Interrogações.
Prestes a abandonarem o trem o moleque pára ao meu lado e diz:
-Tchau, seu tonto.



Fui humilhado por um moleque com um terço da minha idade.
Tá, nem fui.
Eu só sei que eu fiquei pensando um tempão depois sobre o que poderia ter acontecido além daquilo.
-Tchau, seu tonto.
-Tchau, tontão.
A mulher voltaria pra dentro do trem nervosa.
-Do que você chamou meu filho?
-A senhora viu do que SEU filho me chamou?
-Quem você pensa que é?
-Quem A SENHORA pensa que é? -Eu apontaria pro moleque e nocautearia seu peito com o dedo indicador: Quem VOCÊ pensa que é?
-Deixe-o em paz.
-O trem vai fechar. Tenha uma boa tarde.
E a mulher sairia do trem uivando de ódio e raiva.
Tá, eu nunca faria isso.
Eu fui chamado de tonto por um moleque com o terço da minha idade.
Que grande merda.


Sábado, 18 de agosto de 2007

A Bossa No Paramount

Eu nunca pensei que fosse ficar fissurado assim por alguma coisa.
Quer dizer, já pensei sim. Mas só fiquei poucas vezes.
A questão é que há alguns anos eu só ouvia Bossa-Nova e era fissurado por discos de Música de Protesto da metade da década de 60's aqui no Brasil. Eu cobiçava muitos discos. Mas tinha um em especial que eu nunca tinha achado em lugar nenhum. Por mais completo que fosse o sebo, A Bossa No Paramount era algo quase impossível de se achar.
Pois bem, acompanhando minhas amigas Ingrid e Letícia à Galeria do Rock, eu adentro uma loja maravilhosa de nome Baratos & Afins e eis que eu bato os olhos na seção de LP's e lá estava imponente e maravilhoso, A Bossa No Paramount. Pergunto ao cara do balcão quanto custava o LP. "Sete e Cinquënta".
E eu não tinha o dinheiro.
Eu me senti um verdadeiro fracassado por não poder pagar R$7,50 por um LP. E ainda por cima, A Bossa No Paramount. Eu tive vontade de gritar "BURRO!!" ao cara do balcão pelo fato de ele me cobrar tal mixaria por uma pérola tão obscura e esquecida da Música Popular Brasileira. Ele não sabe o quão valioso era tal documento -especialmente para mim.
A Bossa No Paramount.
Eu ainda vou comprar A Bossa No Paramount.
Eu, adolescente mimado que sou já convenci a minha avó de que A Bossa No Paramount é um bom investimento como se fosse alguma ação comercial. Daqui a alguns anos vão redescobrir A Bossa No Paramount e ela passará a valer uma fortuna. Como se eu fosse burro de vendê-la.
Se eu fosse o cara do balcão, pegava A Bossa No Paramount e levava pra casa escondido. Depois eu viraria um serial killer e mordia a capa. Daí então, quando eu morresse, A Bossa No Paramount seria mais valorizada que o disco que John Lennon autografou para seu assassino.
Desculpe pelo desabafo carregado ou pelo descarrego abafado. Eu precisava.
Mas.. poxa.. era A Bossa No Paramount.


Sábado, 18 de agosto de 2007

Quando Viver Será Um Porre

Não haveria mais anos. A história perdera quase toda a sua importância. As árvores já tinham sido substituídas por um material sintético. O ar do planeta fora substituído por uma substância densa e gasosa. Acho que era enxofre. As pessoas... o nome das pessoas fora substituído por uma combinação de números. 5890009857B estava comprando seu suprimento ômega-ativo de pílulas de cartilagem sintética.
Uma pílula por dia bastava. Duas pílulas em doze horas causava a morte. Trinta e seis horas sem o suprimento sintético ômega-ativo também causava a morte. Os corpos em contato com o jorgênio evaporavam. Depois do avanço na ciência e descobertas como ar sintético bem como as árvores; os suprimentos alfa, beta e ômega-ativos, as pílulas de cartilagem sintética e os diversos elementos radioativos benéficos tais como o jorgênio e o novérnio, a vida no planeta mudara completamente.
Enfim, 5890009857B já tomara sua dose de cartilagem sintética e agora vegetava na sala de jantar. Ela e a sua gata ZJ0042. Ela só miava quando 5890009857B pedia. ZJOO42 piava e cantava músicas em inglês, latim, polonês e esperanto. Na parede um retrato do único ser que ainda permanecia vivo desde todo o sempre (não havia mais anos) 0000000001A.
A campainha tocou. A campainha daquela casa nunca havia sido tocada. E jamais seria tocada novamente.
Era um senhor.
-Olá senhor.
-Olá senhora.
-Preciso de açúcar.
-Açúcar: a-do-ro.
-Você pode me dar açúcar?
-Eu gosto de pílulas.
-Preciso de açúcar.
-Açúcar: a-do-ro.
-Você pode me dar açúcar?
-Você quer açúcar?
-Preciso de açúcar.
-Espere um pouco.
5890009857B vai à cozinha e volta com um saco de açúcar.
-Olá senhor.
-Olá senhora.
-O mundo pra mim é um lugar feliz.
-Preciso de açúcar.
-Açúcar: a-do-ro.
-Desculpe. Me perdi.
-Você quer açúcar?
-Preciso de açúcar.
-Quer açúcar?
-Dê-me açúcar, senhora.
-Pegue.
-Obrigado.
-Tchau. Preciso tomar banho.
-Tchau.
5890009857B volta para a sala de jantar, senta e vegeta por mais onze horas e oitenta e sete segundos até que descobre que está sem açúcar, entra em pânico e se mata.

Sexta-feira, 17 de agosto de 2007

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Os Dez Melhores Sites Da Vez; 17/08/2007d.C.

Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a postagem.

sábado, 11 de agosto de 2007

sobre Projeto B - A Noite (2007)

Em seu segundo CD, o Projeto B continua desenvolvendo seu estilo único, fundindo de forma inusitada influências clássicas contemporâneas, como Stravinsky e Messiaen, com elementos selecionados de jazz e rock de vanguarda, desde Miles e Zappa até Bill Frisell e John Zorn, resultando em um álbum instigante, com composições inteligentes, grandes variações climáticas, muita improvisação e virtuosismo instrumental.


Eu não sei sobre vocês, mas esse álbum deve ser a minha cara.

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Sobre a minha sanidade, KiKA, Gilgamesh e COS

Acho que sou louco.
Aliás, esses dias o Victor Japonês me fez pensar seriamente sobre isso.
Na verdade a ficha caiu.
Que tipo de pessoa gosta de chamar a atenção sendo discreto?
Que tipo de pessoa dá uma de louca só pra chamar a atenção?
Isso é tão podre.
Fico com a impressão de que eu sou bem carente.
Ou que pelo menos estou.
Mas que posso fazer?
Eu não nasci assim, eu não cresci assim e eu não vou morrer assim.
Eu fiquei assim.
É tudo culpa da Paula.
Mentira.
Tenho tido muitas más companhias.
Na verdade são poucas.
Esses dias assisti a um filme chamado KiKA onde, em uma cena, uma mulher é estuprada por horas e é ameaçada por uma faca. E isso tudo foi culpa da empregada lésbica (isso faz diferença?), irmã do estuprador. Engraçado é que o estuprador enfia um gomo de tangerina na.. ah.. isso não importa.
Esse filme (direção de Almodóvar) é bem sulrreal e absurdo. É altamente recomendável para pessoas que quiserem rir, recomendável para pessoas que querem gastar seu ódio jogando a televisão pela janela e também para pessoas pacientes. Não é recomendável para menores de 16 anos embora a faixa etária presente atrás da capa seja para pessoas de 14 anos.
Qual era o assunto mesmo?
Só um louco como eu conhece pessoas pela internet e as encontra pessoalmente depois.
Só um louco como eu para namorar uma dessas pessoas.
Só uma louca pra se apaixonar por mim.
Isso é tão legal e cruel.
Eu não sou contraditório.
Gilgamesh e COS são legais e cruéis.
Texto escrito na lan house ao som de Arrigo Barnabé - Glória, The Beach Boys - Lookin' At Tomorrow e The Hollies - Away, Away, Away.
Eu sei que não importa.
Mas e daí?
Quem se importa se isso não se importa?
Eu não sou louco.
Isso é mania.
Acho que vou começar a falar que tenho TOC.
Isso é moda.
Eu sou louco?
Abraços.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Babooshka Ya Ya

E então.
Aqui estou novamente.
Estou aqui novamente.
Novamente aqui estou.
E daí?
E daí nada.
Preciso ser menos estúpido afinal, se eu for, ninguém vai ler isto aqui.
Ah.. posto algo outra hora.
Outra hora de outro dia.
Eu pelo menos acho que eu posto.
Né?

sexta-feira, 27 de julho de 2007

E então.. é a tal história né.

Tenho de postar coisas menores, senão os outros não lêem.
Logo, um post desse tamanho como esse é perfeito.
Amém.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Definitivamente!!

Acho que ainda não sei lidar com um blogue.
Ou pelo menos da maneira correta.
Aliás, difícil é alguém lidar com um blogue da maneira correta.
Eu sequer sei escrever blogue da maneira correta.
Não sei sobre o que escrevo.
Acho algo meio fútil escrever sobre a minha vida ou dos meus últimos dias.
Eu sei que todos já estão saturados de saberem o meu gosto musical.
Acho que todos estão saturados de blogues normais.. ou talvez não.
Não sei o que escrevo. Devo estar errando todas, afinal, eu ainda não sei lidar com um blogue.
Eu tenho andado sem criatividade.
Tá.. eu vou tentar escrever alguma coisa.
Quem sabe se eu ficar brincando com os efeitos?
Efeito1
Efeito2
Efeito3
Efeito4
MAS QUE DIABOS!!
Será que se eu fizer emoticons fica mais divertido?
u,u'
Ah não.. cansei.. cansei de ser sexy.
Não.. minhas piadas são péssimas.
E agora? Será que eu vou virar bolor?
O negócio mesmo é deslizar toda manhã.
Hey, vocês conhecem um programa de compartilhamento de arquivos chamado SoulSeek?
Pois deviam conhecer.. eu julgo o melhor programa para se baixar músicas.
Mas tem coisas boas. Coisas de baixa qualidade se encontram com mais facilidade em programas como Ares e eMule.
Ah, preciso deixar de ser preconceituoso quanto a música pop atual, afinal, às vezes me pego cantarolando Christina Aguilhera, Green Day, My Chemical Romance ou Gnarls Barkley.
Preciso parar de ouvir muito música estrangeira.
Preciso urgentemente encontrar um amigo.
Preciso comprar um filme chamado Zombie Lake. Ele trata de zumbis nazistas que saem do rio para perseguirem moças nuas. Deve ser dEvertido.
Acho que não tem mais nada de novo para se dizer.
Isto é, que há, há, mas eu não sei, sabem..
Não sei se isso fará importância ou mudará alguma coisa mas eu escrevi esse texto ao som de Antonio Carlos Jobim & Billy Blanco - Sinfonia do Rio de Janeiro (Abertura), embora eu não seja carioca. É uma bela peça. Ah, ninguém ouve isso. Só eu, o bobão. E tem uma coisa. Antonio Carlos Jobim e Billy Blanco são os compositores da peça. Com certeza é alguma orquestra carioca quem interpretou a peça. Não vou escrever que vocês deviam ouvir. Vai que alguém acredita.
Ah.. não sei como posso concluir o texto.
Bem.. preciso de algo bem legal pra compensar o título pequeno.
Ah.. o trecho da canção "Wuthering Heights" traduzida cujo compositor eu ignoro, afinal, quem merce mérito por essa música é Kate Bush, incrível intérprete (intérprete mesmo). Quem gosta de rock'n'roll tr00 metal from hell 666 \,,/ devia ouvir essa música com o conjunto Angra:
"Heathcliff
Sou eu, Cathy
Venha para casa, eu estou com tanto frio..
Deixe-me entrar por sua janela Heathcliff
Sou eu, Cathy
Venha para casa, eu estou com tanto frio ..
Deixe-me entrar por sua janela"
Ah, cansei.. não.. não cansei de ser sexy.
Definitivamente.

sábado, 21 de julho de 2007

Suíte do Condado Laranja

A questão é a seguinte.
Cansei de blogues com crise existencial.
Agora vou gerenciar só blogues doidos e sequelados -de preferência aqueles que já saíram da UTI ou sobreviveram a algum acidente aéreo.
A minha tia-bisavó saiu da UTI mês passado. Ela era diabética. O lema dela era "Se come morre, se não come morre..", ou seja, "Vamos comer, eu vou me ferrar mesmo.."
Esse pessimismo Schoppenhäuseano me lembrou que meu cabelo está parecido com o do Tharík agora -ou não.
Estou cansado e todo fodido.
Escrevo mais outra hora.