Quer dizer, já pensei sim. Mas só fiquei poucas vezes.
A questão é que há alguns anos eu só ouvia Bossa-Nova e era fissurado por discos de Música de Protesto da metade da década de 60's aqui no Brasil. Eu cobiçava muitos discos. Mas tinha um em especial que eu nunca tinha achado em lugar nenhum. Por mais completo que fosse o sebo, A Bossa No Paramount era algo quase impossível de se achar.
Pois bem, acompanhando minhas amigas Ingrid e Letícia à Galeria do Rock, eu adentro uma loja maravilhosa de nome Baratos & Afins e eis que eu bato os olhos na seção de LP's e lá estava imponente e maravilhoso, A Bossa No Paramount. Pergunto ao cara do balcão quanto custava o LP. "Sete e Cinquënta".
E eu não tinha o dinheiro.
Eu me senti um verdadeiro fracassado por não poder pagar R$7,50 por um LP. E ainda por cima, A Bossa No Paramount. Eu tive vontade de gritar "BURRO!!" ao cara do balcão pelo fato de ele me cobrar tal mixaria por uma pérola tão obscura e esquecida da Música Popular Brasileira. Ele não sabe o quão valioso era tal documento -especialmente para mim.
A Bossa No Paramount.
Eu ainda vou comprar A Bossa No Paramount.
Eu, adolescente mimado que sou já convenci a minha avó de que A Bossa No Paramount é um bom investimento como se fosse alguma ação comercial. Daqui a alguns anos vão redescobrir A Bossa No Paramount e ela passará a valer uma fortuna. Como se eu fosse burro de vendê-la.
Se eu fosse o cara do balcão, pegava A Bossa No Paramount e levava pra casa escondido. Depois eu viraria um serial killer e mordia a capa. Daí então, quando eu morresse, A Bossa No Paramount seria mais valorizada que o disco que John Lennon autografou para seu assassino.
Desculpe pelo desabafo carregado ou pelo descarrego abafado. Eu precisava.
Mas.. poxa.. era A Bossa No Paramount.
Sábado, 18 de agosto de 2007

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