Muita gente triste.
Famílias de luto.
Empresas falindo.
Redes de fast-food em pânico.
Laboratórios a mil.
Uma tristeza calada.
Que se há de fazer?
Depois de aberta a que seria a última garrafa da família, todos se servem.
Pela primeira vez, um espera o outro.
E com os minutos passando, aquilo torna-se mais do que uma janta comum.
Os componentes da família aprendem, finalmente, a apreciar a bebida.
E se dão conta do quão viciados eram.
Todos estão chorando.
Choram mais.
O último gole é o mais silencioso.
Uma garota soluça.
O que há além disso, é um silêncio solidário e altamente compreensivo.
E depois, há o consenso de que poderiam todos morrer a partir daquele momento, tamanho o grau de reflexão e experiência que aquela família adquirira durante a última Coca-Cola.
Mas, o sonho ainda não tinha acabado.
O garoto foi até a primeiro bar que encontrou e pediu um Dolly Guaraná.
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2 comentários:
muito bom.
nunca tomei dolly.
nunca tomarei, pq refrigerantes ...
abraço
eu prefiro um suquinho de acerola :P
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