No meu tempo?
No meu tempo uma ova!
Não sei sobre os seus pais, mas o ensino na época dos meus foi péssimo.
Depois do Golpe Militar de 1964, o ensino nunca mais foi o mesmo.
Por que iam querer gente inteligente?
Gente burra é muito mais fácil de controlar.
As vítimas do Golpe, a gente burra em questão, logo, são os indivíduos que estudaram no período da ditadura e o que sucede este.
Hoje, para uma pessoa alcançar o valor intelectual preciso para, por exemplo, passar em uma faculdade pública, geralmente, tem de ter a sorte de ter nascido em uma família abastada ou, raramente, no caso daquele que não teve oportunidade alguma de estudar em uma escola particular, estudar por conta própria.
Senhores pais, não adianta virem falar conosco sobre seus inexistentes tempos áureos.
Nós sabemos que, na época de vocês, o ensino já não era bom.
Era pior.
Constava em apostilas da década de 90s que o índio, no processo de colonização brasileira, era inútil para o trabalho por ser preguiçoso.
Década de 90s: Pasmem, senhores!
No meu tempo?
Que mané "meu tempo"!!
Os piores são aqueles que foram educados com esse tipo de informação e, graças a isso, herdaram o maltido preconceito contra o indígena.
Em vez de exaltarem a quase extinta cultura afro-brasileira, ou a indígena, endeusam os estadunidenses, financiadores da ditadura militar no Brasil e principais destruidores da cultura nacional, ou totemizam aos europeus, aqueles que exploraram até o limite nossa terra, ou melhor, a terra que pertencia aos nativos daqui.
Seqüelas militares, falta de interesse da população, descaso pela parte do governo...
Sim, mais fatores.
O ensino no Brasil é desnecessáriamente difícil.
De que adianta ter uma grade de ensino tão bom se os métodos o desqualificam?
Agora, imaginem vocês se o os alunos aqui do Brasil aprendessem o tanto que se dá na escola.
Seria ótimo.
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Um comentário:
u estudei em colegio publico na decada de 90, e sei q a metodologia eh muita fraca, mesmo. quando fiz pre vestibular, so ai q notei a diferença
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