Beatriz era uma garota estranha.
Desde cedo tinha o dom de matar pessoas acidentalmente, mas a história dela é um tanto sem-graça, se comparada à história de Marisa.
Maria nasceu no mesmo momento em que seu país, Hermética, saía de uma Ditadura Militar, e entrava em outra, cujo nome se ignora. Tendo nascido da colisão de um cometa com quinze quilos de algodão (que equivalem a quinze quilos de muçarela de búfala), Maria não teve pai até os três anos de idade, quando foi entregue por um carteiro muito safado, que tinha pés mais hipnóticos que os pés do nosso amigo prefeito, a um padeiro. Este cuidou muito bem de Marisa até o dia no qual se matou, entupindo seu reto com restos de pão.
Pois o dom de Maria era mais simples que o de Beatriz. Marisa podia beijar as estrelas. Aliás, ela o descobriu no mesmo dia em que o pai padeiro entupiu o rabo de pão, mas isso já é outra história.
Essa outra história é a seguinte. Acidentalmente, Beatriz disse as palavras mais tristes àquela noite, e o padeiro, pai de Marisa na época, resolveu que seria melhor se matar, antes que fosse pego de surpresa por uma abelha.
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Um comentário:
Parabéns pela 100ª postagem. Tenho uma professore chamada Marisa ;)
Até amanhã!
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