quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Minha Novela apresenta: The Association salvou a minha vida!

Acho engraçado.
De verdade.
Até que ponto chega a incopetência neste país. Nem os pequenos assaltantes -pelo menos os que moram aqui no Tatuapé, mais precisamente no subdistrito Cidade Mãe do Céu- 'tão conseguindo manter seu negócio mais.
Há poucas horas "sofri" mais uma pseudo tentativa de assalto. 'Takioparíl.
Pseudo sim, porque tenho até vergonha de chamar aquilo de tentativa. Se eu soubesse que era assim, tão engraçado, já tinha deixado de temer esse tipo de coisa.
Ano passado (caso um) foi uma tentativa quase bem sucedida. Quase bem sucedida porque os pivetes queriam um celular -que eu não tinha-, e acabaram levando um óculos piratex. Suas armas: um jornal.
É sério, levei uma jornalada. Por incrível que pareça, levei aquilo tudo numa boa, mas todas aquelas pessoas que me amam me deixaram numa paranóia tal, que dois dias depois fiz a maior merda da minha vida. Levei dois inocentes para a delegacia, os policiais lhes humilharam etc. Não acredito em arrependimento, porque acho que os eventos negativos contribuem para a superação do indivíduo; mas eu gostaria muito de ter evitado aquilo.
Ri dos pivetes.
Semestre passado (caso dois) um carinha me seguiu em volta do shopping Metrô Tatuapé, em busca do meu dinheiro. Abri minha carteira e mostrei-lhe que eu não tinha trocados, mas na verdade eu tinha uma nota de dez.
"Pô! 'Cê 'tá cheio das nota!"
O cara era um incopetente. Fazer aquilo logo no meio daquele monte de gente!?
Convenci-o de que iríamos à polícia; ele e eu, grudadinhos e andando lado a lado como estávamos. Depois de encher um monte o saco dele, ele desistiu.
"Seu Zé Povinho."
Faz uns três meses (caso três), logo quando eu comecei a ir ao curso técnico. Estava voltando pra casa à noite, umas onze horas, perto do shopping também. Dois caras, incopetentíssimos, tentaram me imobilizar enqüanto eu mexia no fone de ouvido do meu mp3 player. Perto do shopping e d'um bar aberto, na frente do guardinha que cuida dos carros. Burros. Comecei a gritar e me contorcer até me desvencilhar dos dois. Dois. E maiores que eu. Nem para me seguirem até as ruas vazias do entorno da minha casa.
Minha mãe me busca de carro até hoje.
Bom... Uma ciclovia nova que liga algumas estações da zona leste, e ajuda bastante os ciclistas (caso quatro).
Que maravilha aquilo. Segui a ciclovia um monte, e continuaria seguindo se não aparecesse um idiota. Na verdade eu continuei seguindo. Ele também estava de bike. Parou e ficou me olhando enqüanto eu seguia. Ué! Segui. Cantando "...along comes babyyyyyyyyyy", um verso da música que tem o mesmo nome, do The Association. Barulho de bike amplificado.
O sujeito apareceu do meu lado, e começamos a andar lado a lado, sobre a bike, na mesma velocidade. Eu pensei; "será que ele quer apostar corrida comigo?"
Ele começou a ziguezaguear; "será que ele quer brincar?"
Tirei o fone de ouvido de um dos ouvidos. Ele falou "'tá co'o celular?"
Uáááááááááááá!! Fi-lo comer poeira. Quero ver agora quem é que vai falar que eu gastei dinheiro demais em bicicleta.
E olha que ele era mais magro e mais alto que eu.
Enfim, segui até certa altura da ciclovia e voltei, vendo que ele não estava mais atrás de mim. Pensei que ele tivesse voltado para o local onde primeiro nos vimos, afinal, tinha um ponto cheio de pessoas ali perto, e ele não marcaria bobeira.
Incopetente; marcou.
Comecei a voltar na outra direção e o filho da puta 'tava lá, indo na minha direção.
Burro; justo na parte mais larga da ciclovia.
Zigue-zague na grama, na calçada, na ciclovia.
Despistei o idiota, inda comecei a rir de tanto gozo e Jamiroquai.
Corri que nem... que nem algo que corre bem rápido.
Parei no Parque Sampaio pra tomar uma água, quando cheguei ao Metrô Carrão.
Depois segui até o Metrô Tatuapé, de novo pela ciclovia, e quando olho pra trás, lá estava o carinha.
Subi na passarela do metrô, e de lá não vi mais ninguém.
Incopetente.
Eu devo ter as manhas pra emputecer os caras que tentam me assaltar pois eu me acabo de rir da cara deles (exceto dos do caso três, que realmente me assustaram). Mas sou mais fã deles do que dos caras que os botam nessa situação. O babaca mais rico do Brasil, que todo mundo que lê a Veja aplaude, por exemplo. Alguém vai falar "você nunca foi assaltado de verdade". Raiva eu tenho. Mas eu também tenho cérebro.
Indo pra casa passei pelo Augusto, que me disse "Sinta-se capaz".

Um comentário:

Anônimo disse...

Emocionante!