Depois do terceiro bombeirinho, cheguei em mais um e lhe perguntei:
-Você é meu príncipe?
E ele disse que era, que ia me levar para seu apartamento na Vila Mariana, e que nós teríamos madrugadas maravilhosas que começariam na MTV, passariam pelo Habib's 24 horas e terminariam na cama. Depois de um mês ele me daria um chocolate importado, e eu lhe daria uma garrafa de licor de jabuticaba. Me disse que ama jogos de vídeo-gueime e futebol, e que é ator, adora ir a museus tirar sarro dos pintores sem atividade sexual e aprecia um bom cinema. Não tem preconceitos musicais, mas gosta bastante de Radiohead, e que eu aprenderia a conviver com isso. Ele, o meu príncipe, teria barba, cabelo curto, seria branco e teria a voz mais singular, olhos pequenos -que eu nunca pensei que pudessem engolir almas potencialmente, mas que ia engolir a minha no primeiro flerte. Todos os nossos momentos seriam plenos, incluindo a noite intimista no sofá, a pizza que faria companhia ao nosso Lars Von Trier, a Marisa Monte que embalaria a nossa simbiose de cada noite (pêlos mais pernas), e a sessão na Paulista seguida ou antecedida por um bom chocolate quente (não bom pela qualidade, mas sim pela companhia). E no final do ano nós escolheríamos a praia mais perfeita e assistiríamos ao pôr-do-sol como se fosse o nosso último, pois saberíamos estar vivendo a eternidade.
Mas isso foi um sonho, que eu por sinal fiz questão de esquecer, tão pesado era meu sono depois de mais uma noite de amor instantâneo e natimorto, regado a cachaça, groselha, limão...
E gelo.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)

2 comentários:
Pelo menos aconteceu.
esse post me lembra muito de mim! asuhashusahuashusauhas
lindinho, cuzão não foi na minha peça!
Postar um comentário