você me deixou sentindo tanto frio...
havia naquele intuito, aquele afã todo, uma coisa no canto - encantada -, uma renúncia obscena, uma (não) escolha escondida.
o espelho encardido me dizia, repetia meus maxilares gestos.
- acabou.
soava silêncio. mas era silêncio, afônica intenção de vida.
- acabou.
o silêncio saía e entrava em mim, era um vazio que preenchia de inocuidade a prova de inglês.
e no meio seco do silêncio, o eco aturdido se fez, da música que me infernizou durante pouco mais de um mês.
preciso de oxigênio, preciso ter amigos, preciso ter dinheiro, preciso de carinho...
a caneta traduzia Tim Ingold, mas meu peito transcrevia aquela letra, que confusamente transitava ao redor da minha cabeça disfuncional, larvas desbravando os orientes e ocidentes do pão cerebral.
olhei pra folha, rubricas confusas, assimétricas.
não sei mais o que dizer...
concluo, mnemonicamente informado, pois.
encerro o almaço, pro futuro, um abraço.
decidido, largo os passos - ao profundo dissabor dos setembrinos espaços. com o pouco que resta da vista miro um firmamento imaginário, evanesce com rara calma, fulgura num perto cada vez mais longe.
longe de mim mesmo, aviso que é de se entregar - o/u viver.
sabe?
vai ver que é assim mesmo e vai ser assim pra sempre...
PS: isso dá/eu leminskinho
prova de mestrado
encerro o almaço
pro futuro
um abraço
vai ficando complicado e ao mesmo tempo diferente...

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