Não lembro da Lua, mas ela se fez desnecessária.
De repente eu já estava na sua boca e não havia nada, uretrite ou simpatia, que me tirasse de lá. Só um esboço de preocupação e a gente trocou de passeio (sabem como é o espetáculo e, além do mais, sei do desconforto d'algos). Então sentamos ali, numa mureta, perto das batatas, e de repente eu senti que já não teria como. Minhas mãos eram as suas, meu riso a sua boca, minha atenção seus olhos, e eu simplesmente metamorfoseara em si. Seguimos de volta até o passeio inicial, e não havia nada de extremamente horrível que me espantasse ali, nem um possível grilhão, nenhuma possível barbárie (press the fuck up! button). A minha sorte era o seu bom-senso, que o meu ficara esperando o Ed passar, enqüanto todo o resto se hiptnotizara consigo. Ele foi embora, e me levou junto. De repente os ponteiros pararam. Então eu ergui a cabeça, e pensei comigo "e agora?"
Amar é uma bosta.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
É verdade que o autor deste ultrage foi
neTrop!k@lista
? Que droga!! Bom.. ele postou às
13:50
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segunda-feira, 1 de junho de 2009
Canção de um sujeito tal #1
Olha. Eu.
Vá, pomba. Oh não. Perdi? Doce-Amargo. É? Podia. Deus existe? Engenho.
Engenho mas tímido.
E então eu não consegui falar. É uma quase-humilhação, e ele podia ajudar. Olhava, e então estávamos bem, mas tudo é muito difícil, né? Somos coitados, o sistema não ajuda etc, mas eu só queria te saber, e você não cooperava. Eu nem sei se você é da fraternidade, mas mesmo se não fosse, aí está toda a simbologia e os anjos para nos guiar.
Não. Trabalha. Mas? Podia. Engenho...
Mas tímido.
Vá, pomba. Oh não. Perdi? Doce-Amargo. É? Podia. Deus existe? Engenho.
Engenho mas tímido.
E então eu não consegui falar. É uma quase-humilhação, e ele podia ajudar. Olhava, e então estávamos bem, mas tudo é muito difícil, né? Somos coitados, o sistema não ajuda etc, mas eu só queria te saber, e você não cooperava. Eu nem sei se você é da fraternidade, mas mesmo se não fosse, aí está toda a simbologia e os anjos para nos guiar.
Não. Trabalha. Mas? Podia. Engenho...
Mas tímido.
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16:34
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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
A Moça Sem Nome.
Ela não tinha nome.
Parece estranho, mas não tinha nome.
- Boa tarde, querida. Como você se chama?
- Ah! Eu não tenho nome.
E ficava um clima bem chato.
- Como assim "não tenho nome"?
Às vezes tenso. Ela sempre trazia seu RG consigo, já que ninguém acreditava.
A secretária analisa o RG e lamenta.
- Desculpa! Aqui nós só trabalhamos com pessoas de nome. Tenha um bom dia.
Saía das agências de emprego com aquele ar inevitável de arrependimento, mas era persistente.
- Como assim "não tenho nome"?
- Esquece.
E dava as costas.
Também não conseguia manter nenhum relacionamento. Era sempre a mesma coisa. "Meu bem", "meu docinho", "minha querida". Eles dizem isso pra todas, pensava.
Houve uma época em que ela havia engatado um relacionamento mais sério com um rapaz. Mas tudo se desfez no dia em que ele a apresentou a seus pais.
- Pai. Mãe. Esta aqui é a...
Ele não tinha pensado nisso.
- É a... é a...
- É quem, meu filho?
- A Ninha!
- Aninha?
- Ninha!
- Não minta, Luís! - cortou a moça. - Conte a eles!
Ah! O nome dele era Luís. Os pais do rapaz fizeram certa expressão de dúvida.
Vendo que o Luís não contaria, a moça lançou:
- Eu não tenho nome!
- Desculpem. A Ninha prefere simplesmente ser chamada de Ana, está bem?
A moça deu as costas, saiu da casa e nunca mais conversou com o Luís.
Nem com os pais dele.
Mas ela não aguentava mais.
Um dia decidiu: suicidaria-se.
Pôs as contas em dia, decidiu qual seria a maneira mais rápida e mais eficaz de morrer e estava prontíssima para ir para o outro lado.
Ela se jogaria da janela.
Já que morava em um dos andares mais altos de seu prédio, se jogar da janela seria tão simples quanto eficaz. Então ela se trancou no quarto, abriu a janela e começou a escrever seu testamento.
Mas, só quando estava no final do documento se deu conta de um problema: a assinatura.
Como ela assinaria?
A moça suspira, debruça na mesa e chora.
Parece estranho, mas não tinha nome.
- Boa tarde, querida. Como você se chama?
- Ah! Eu não tenho nome.
E ficava um clima bem chato.
- Como assim "não tenho nome"?
Às vezes tenso. Ela sempre trazia seu RG consigo, já que ninguém acreditava.
A secretária analisa o RG e lamenta.
- Desculpa! Aqui nós só trabalhamos com pessoas de nome. Tenha um bom dia.
Saía das agências de emprego com aquele ar inevitável de arrependimento, mas era persistente.
- Como assim "não tenho nome"?
- Esquece.
E dava as costas.
Também não conseguia manter nenhum relacionamento. Era sempre a mesma coisa. "Meu bem", "meu docinho", "minha querida". Eles dizem isso pra todas, pensava.
Houve uma época em que ela havia engatado um relacionamento mais sério com um rapaz. Mas tudo se desfez no dia em que ele a apresentou a seus pais.
- Pai. Mãe. Esta aqui é a...
Ele não tinha pensado nisso.
- É a... é a...
- É quem, meu filho?
- A Ninha!
- Aninha?
- Ninha!
- Não minta, Luís! - cortou a moça. - Conte a eles!
Ah! O nome dele era Luís. Os pais do rapaz fizeram certa expressão de dúvida.
Vendo que o Luís não contaria, a moça lançou:
- Eu não tenho nome!
- Desculpem. A Ninha prefere simplesmente ser chamada de Ana, está bem?
A moça deu as costas, saiu da casa e nunca mais conversou com o Luís.
Nem com os pais dele.
Mas ela não aguentava mais.
Um dia decidiu: suicidaria-se.
Pôs as contas em dia, decidiu qual seria a maneira mais rápida e mais eficaz de morrer e estava prontíssima para ir para o outro lado.
Ela se jogaria da janela.
Já que morava em um dos andares mais altos de seu prédio, se jogar da janela seria tão simples quanto eficaz. Então ela se trancou no quarto, abriu a janela e começou a escrever seu testamento.
Mas, só quando estava no final do documento se deu conta de um problema: a assinatura.
Como ela assinaria?
A moça suspira, debruça na mesa e chora.
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145 comentários:
Trinta vezes Pseudo.
Pseudo. Pseudo. Pseudo. Pseudo. Pseudo. Pseudo. Pseudo. Pseudo. Pseudo. Pseudo. Pseudo. Pseudo. Pseudo. Pseudo. Pseudo. Pseudo. Pseudo. Pseudo. Pseudo. Pseudo. Pseudo. Pseudo. Pseudo. Pseudo. Pseudo. Pseudo. Pseudo. Pseudo. Pseudo. Pseudo.
Eu avisei.
Eu avisei.
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sábado, 20 de dezembro de 2008
(Des)Fragmentos Pô-Éticos
É, ou
Noé?
Eloá,
ou não há?
Noé?
Eloá,
ou não há?
É verdade que o autor deste ultrage foi
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09:20
2 comentários:
sábado, 13 de dezembro de 2008
Notas.
Como esse blogue é uma manifestação individualista e 100% egóica; como ninguém se aventura a lê-lo e nele comentar, lanço aqui notas de significado subjetivo, e que só podem atingir pessoas diretamente relacionadas com elas -ou não-, as quais não lêem este blogue.
Nota 1 - Hoje corro dos meus fantasmas.
As coisas não precisam de você.
Quem disse que eu tinha que precisar?
Nota 2 - E o farol da ilha só gira agora por outros olhos e armadilhas.
Louco, não-comercial (use sua criatividade), 16, São Paulo.
Nota 3 - Ato contra a Bur(r)ocracia.
(Em três vias e registrado em cartório)
Nota 4 - Antes eu fazia um trabalho perfeito.
Hoje tenho dó dos feijões.
Nota 1 - Hoje corro dos meus fantasmas.
As coisas não precisam de você.
Quem disse que eu tinha que precisar?
Nota 2 - E o farol da ilha só gira agora por outros olhos e armadilhas.
Louco, não-comercial (use sua criatividade), 16, São Paulo.
Nota 3 - Ato contra a Bur(r)ocracia.
(Em três vias e registrado em cartório)
Nota 4 - Antes eu fazia um trabalho perfeito.
Hoje tenho dó dos feijões.
É verdade que o autor deste ultrage foi
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sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Réplica a um discurso reacionário sobre a adaptação "popular" de uma peça de Antonín Dvorák.
Reacionarismo e retrogradação musical.
Meus amigos, tenho uma triste notícia para vós: a música evolui.
Todos esses discursos reacionários e retrógrados, às vezes até apoiados na ciência (88), não me convencem porque estou convicto de que a música evolui.
A música é um reflexo da cultura de determinado povo. O povo é uma instituição mutável, que evolui, e que depende das ações de cada indivíduo. O ser-humano, assim como os demais seres-vivos, evolui, em busca da sobrevivência. Sim, pois nenhuma espécie de animal luta pelo suicídio, pelo menos que eu saiba. O ser humano planta, o ser humano contrói cidades, o ser humano cria o Xou da Xuxa etc. E também o ser-humano, como um mecanismo de manutenção da sobrevivência, mata o outro ser-humano, para continuar existindo. Isso explica as guerras, a luta de classes, a dominação cultural etc. (Aqui, qualquer tipo de dominação, privação, mutilação, tortura e assassinato, diretos ou indiretos, estão associados à morte.)
Considerem isso. Considerem também que a história é linear e jamais retrocede. Conclui-se que, de fato, as coisas evoluem. O alto IDH finlandês, as olimpíadas de Pequim, assim como as fábricas da Nike no Vietnã e o subdesenvolvimento indiano são recortes retirados da história da humanidade, que evolui ininterruptamente.
O grupo de humanos detentor do poder de dominação (no nosso caso, uma minoria) tende a superar os aspectos negativos de sua sociedade em ciclos históricos (segundo alguns pensadores, há um ponto onde esses ciclos terminam, mas isso não está em discussão agora). Isso é uma verdade histórica. Vamos trazê-la então para a discussão inicial do tópico.
A música, em sua história, evoluiu até certo ponto, quando os homens conheceram os efeitos da dominação cultural. Houveram litofones, liras e, um dia, cantos sacros. Cânones.
Segundo o dicionário eletrônico Houaiss de Língua Portuguesa, o termo cânone, além de tipo de composição polifônica em que uma melodia é contrapontada a si mesma, pode ser também: a) norma, princípio geral do qual se inferem regras particulares; b) maneira de agir; modelo, padrão; c) decreto, conceito, regra concernente à fé, à disciplina religiosa. Opa! Topamos com aquela verdade histórica afinal.
A música evolui, e não há tanque ou ultra-conservadorismo que o impeça. Assim como a própria música erudita evolui. Historicamente, a música erudita geralmente é associada à cultura de uma classe dominante. A música erudita nunca foi amplamente apreciada, salvo exceções como a ópera-bufa italiana, os próprios cantos sacros e aquelas coletâneas do tipo "Clássicos mais populares". Existem, contudo, pontos de ruptura na histórica da música erudita, já que ela está em constante evolução. Tal evolução decorre da aprimoração técnica e das influências que a tal música sofre. Tal influência pode vir tanto de uma fusão de elementos já eruditos (Mozart, Beethoven), de uma fusão de elementos eruditos com populares (Gershwin, Piazzola), ou de uma fusão de elementos eruditos com elementos folclóricos (Stravinsky, Villa-Lobos), e é sempre um reflexo dos avanços sociais de cada época.
É compreensível então que, se o jazz é incorporado pela cultura erudita, ele passa a ganhar maior importância (na sua forma erudita), mas não deixa de ter sua importância no meio popular e folclórico, de onde veio. A evolução da música, como já exposto, SÓ acontece por causa do aprimoramento da técnica e da mistura de influências.
A cultura apreciada por uma classe dominante, contudo, não é necessariamente a cultura que esta imporá sobre a classe dominada. O jazz ganha mais importância, mas quem delimita essa importância é o mesmo grupo que, na sociedade contemporânea, bombardeia o povo com convenções estabelecidas (Jovem Guarda), ou mercantiliza a tradição popular (samba, funk carioca). O funk não conhece o funk, mas o funk nasceu do funk.
Contudo, como já exposto, tais mecanismos de dominação nascem da constante evolução humana. Dizer então que tal estilo musical tem que ser menosprezado é negar a evolução da cultura. Negar a fusão musical é afirmar um conceito fascista de não-miscigenação cultural. A música comercial tem justificativa em seu contexto social. Vende-se Xuxa, como na renascença os pintores comercializavam seu próprio talento. O que difere os artistas mecenados antigos dos atuais? O talento? O talento é relativo. A elite compra Damien Hirst, a subelite compra marcas famosas e a classe C compra Sandy & Junior. Sandy & Junior, que como Michelângelo, nada mais são do que mecenados.
A bandeira que vós levantais é a bandeira da retrogradação. Vocês equivalem àqueles que chiaram quando Beethoven introduziu um enorme coral em uma sinfonia, aqueles que amaldiçoavam Tchaikovsky pela sua opção sexual, aqueles que torceram o nariz para Dvorák e Gershwin, aqueles que xingaram de vacas as bailarinas que dançavam a coreografia de Nijínski, na estréia da Sagração da Primavera de Stravinsky, aqueles que jogavam tomates nos músicos nos recitais da Semana de 22, aqueles que riram da música dadaísta, aqueles que prenderam Messiaen em um campo de concentração, aqueles que chamam John Cage de louco.
Mantenho-me imparcial quanto à música que gerou esta discussão; mas a minha intenção aqui é rebater vossos discursos. Vossa luta é a luta pela imposição. O erro está em pensar na música isoladamente, em definir conceitos dominantes de arte. A luta pelo deseruditismo, pela desacademização é, sobretudo, uma luta social.
Aliás, o rock faz muito bem. Pelo menos pra mim.
Cito como referências Charles Darwin, Friedrich Nietzsche, Karl Marx, Jean Paul Sartre, Raoul Vaneigem e Carlos Rodrigues Brandão.
Meus amigos, tenho uma triste notícia para vós: a música evolui.
Todos esses discursos reacionários e retrógrados, às vezes até apoiados na ciência (88), não me convencem porque estou convicto de que a música evolui.
A música é um reflexo da cultura de determinado povo. O povo é uma instituição mutável, que evolui, e que depende das ações de cada indivíduo. O ser-humano, assim como os demais seres-vivos, evolui, em busca da sobrevivência. Sim, pois nenhuma espécie de animal luta pelo suicídio, pelo menos que eu saiba. O ser humano planta, o ser humano contrói cidades, o ser humano cria o Xou da Xuxa etc. E também o ser-humano, como um mecanismo de manutenção da sobrevivência, mata o outro ser-humano, para continuar existindo. Isso explica as guerras, a luta de classes, a dominação cultural etc. (Aqui, qualquer tipo de dominação, privação, mutilação, tortura e assassinato, diretos ou indiretos, estão associados à morte.)
Considerem isso. Considerem também que a história é linear e jamais retrocede. Conclui-se que, de fato, as coisas evoluem. O alto IDH finlandês, as olimpíadas de Pequim, assim como as fábricas da Nike no Vietnã e o subdesenvolvimento indiano são recortes retirados da história da humanidade, que evolui ininterruptamente.
O grupo de humanos detentor do poder de dominação (no nosso caso, uma minoria) tende a superar os aspectos negativos de sua sociedade em ciclos históricos (segundo alguns pensadores, há um ponto onde esses ciclos terminam, mas isso não está em discussão agora). Isso é uma verdade histórica. Vamos trazê-la então para a discussão inicial do tópico.
A música, em sua história, evoluiu até certo ponto, quando os homens conheceram os efeitos da dominação cultural. Houveram litofones, liras e, um dia, cantos sacros. Cânones.
Segundo o dicionário eletrônico Houaiss de Língua Portuguesa, o termo cânone, além de tipo de composição polifônica em que uma melodia é contrapontada a si mesma, pode ser também: a) norma, princípio geral do qual se inferem regras particulares; b) maneira de agir; modelo, padrão; c) decreto, conceito, regra concernente à fé, à disciplina religiosa. Opa! Topamos com aquela verdade histórica afinal.
A música evolui, e não há tanque ou ultra-conservadorismo que o impeça. Assim como a própria música erudita evolui. Historicamente, a música erudita geralmente é associada à cultura de uma classe dominante. A música erudita nunca foi amplamente apreciada, salvo exceções como a ópera-bufa italiana, os próprios cantos sacros e aquelas coletâneas do tipo "Clássicos mais populares". Existem, contudo, pontos de ruptura na histórica da música erudita, já que ela está em constante evolução. Tal evolução decorre da aprimoração técnica e das influências que a tal música sofre. Tal influência pode vir tanto de uma fusão de elementos já eruditos (Mozart, Beethoven), de uma fusão de elementos eruditos com populares (Gershwin, Piazzola), ou de uma fusão de elementos eruditos com elementos folclóricos (Stravinsky, Villa-Lobos), e é sempre um reflexo dos avanços sociais de cada época.
É compreensível então que, se o jazz é incorporado pela cultura erudita, ele passa a ganhar maior importância (na sua forma erudita), mas não deixa de ter sua importância no meio popular e folclórico, de onde veio. A evolução da música, como já exposto, SÓ acontece por causa do aprimoramento da técnica e da mistura de influências.
A cultura apreciada por uma classe dominante, contudo, não é necessariamente a cultura que esta imporá sobre a classe dominada. O jazz ganha mais importância, mas quem delimita essa importância é o mesmo grupo que, na sociedade contemporânea, bombardeia o povo com convenções estabelecidas (Jovem Guarda), ou mercantiliza a tradição popular (samba, funk carioca). O funk não conhece o funk, mas o funk nasceu do funk.
Contudo, como já exposto, tais mecanismos de dominação nascem da constante evolução humana. Dizer então que tal estilo musical tem que ser menosprezado é negar a evolução da cultura. Negar a fusão musical é afirmar um conceito fascista de não-miscigenação cultural. A música comercial tem justificativa em seu contexto social. Vende-se Xuxa, como na renascença os pintores comercializavam seu próprio talento. O que difere os artistas mecenados antigos dos atuais? O talento? O talento é relativo. A elite compra Damien Hirst, a subelite compra marcas famosas e a classe C compra Sandy & Junior. Sandy & Junior, que como Michelângelo, nada mais são do que mecenados.
A bandeira que vós levantais é a bandeira da retrogradação. Vocês equivalem àqueles que chiaram quando Beethoven introduziu um enorme coral em uma sinfonia, aqueles que amaldiçoavam Tchaikovsky pela sua opção sexual, aqueles que torceram o nariz para Dvorák e Gershwin, aqueles que xingaram de vacas as bailarinas que dançavam a coreografia de Nijínski, na estréia da Sagração da Primavera de Stravinsky, aqueles que jogavam tomates nos músicos nos recitais da Semana de 22, aqueles que riram da música dadaísta, aqueles que prenderam Messiaen em um campo de concentração, aqueles que chamam John Cage de louco.
Mantenho-me imparcial quanto à música que gerou esta discussão; mas a minha intenção aqui é rebater vossos discursos. Vossa luta é a luta pela imposição. O erro está em pensar na música isoladamente, em definir conceitos dominantes de arte. A luta pelo deseruditismo, pela desacademização é, sobretudo, uma luta social.
Aliás, o rock faz muito bem. Pelo menos pra mim.
Cito como referências Charles Darwin, Friedrich Nietzsche, Karl Marx, Jean Paul Sartre, Raoul Vaneigem e Carlos Rodrigues Brandão.
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terça-feira, 25 de novembro de 2008
Narrativa, filosofia de bordel e poesia sobre ansiedade.
Eram quinze rapazes e moças muito bem apresentáveis, mas começar um conto, uma prosa ou qualquer outra coisa assim é perda total de tempo. Tudo agora é uma perda de tempo. Perder tempo, sobretudo. Não há maior perda de tempo do que a perda de tempo. Esqueçamos a filosofia e façamos algo mais de útil.
Eram quase quinze rapazes e moças muito bem apresentáveis. Um deles chegou até o outro lado da sala e disse a uma das moças:
-E aí? Rola?
Silêncio pseudo-quase-constrangedor. Essa minha mania de concretismos cretinos no meio de narrativas já quase me fez perder um frango assado. Felizmente eu o perdi.
A moça olha para uma de suas amigas, essa com um impecável vestido cor-de-qualquer-coisa-que-excite-os-rapazes, e faz uma cara incompreensivelmente entendível.
Sua amiga hesita. Olha para o rapaz e como quem fala com a balconista de um supermercado cujo nome não começa com Z profere a seguinte expressão:
-Pega nada.
Sorrisões por parte de todos. Esse é o casamento perfeito em dois mil e noventa e sete. Me consola saber que este texto não terá a mínima importância em dois mil e noventa e sete e, se caso isso ocorrer, peço que por favor parem de dançar sobre o meu caixão, que eu não mereço. Dúvidas com verbos. Coisas que acontecem com pessoas burras.
Quê? EU me chamando de burro? Eu sou tri-inteligente. Às vezes as pessoas vêem uma certa arrogância na minha convicção. Eu sou fodão mesmo, e o mundo seria melhor se todos se considerassem fodões assim como me considero. Ativos versus passivos, e olha que bosta está a terrível antroposfera deste lixo de planeta. A evolução do homem cheira a lixo. Mas, tudo muito natural, no seu tempo etc. Sou fruto de discursos que foram sendo lapidados e atravessaram séculos e mais séculos, sendo aprimorados etc. Cabe a mim fazer bom uso deles, independente dos meus companheiros de espécie.
Ótimo quase desfecho para um texto que começa como este começou. Preciso falar agora sobre a minha ansiedade.
Acho que linhas poéticas soam melhor agora, por isso pensem em poesia, e não mais em prosa, a partir da próxima frase.
Um momento metafísico, branco e abstrato não-espacial.
Vários momentos como esse, e todos esses dedicados a contemplar o nada. O passado, que é algo desprezível. Como foi mesmo? Por que foi? Foi assim fácil mesmo ou está sendo difícil agora porque eu estou realmente condenado a não gozar plenamente para sempre?
Momentos patafisicamente perdidos, tédio, frustração escrita em folhas amareladas, em branco, em cor-de-nada.
Passeios da minha cabeça pelo antiquário. Um nada, mas um nada tão bonito e tão perfeito para mim... Como terminar algo que não começa? Foi bom enqüanto durou, não? Não interessa.
Superações que não superam nada. Esperando um dia de ruptura desse tédio relativo, esperando esse dia que não vem, e que não virá jamais, então...
Então você me ligou.
Os meus segundos viraram minutos, meus minutos viraram horas, minhas horas viraram dias, meus dias semanas, minhas semanas viraram meses, meu meses se converteram em longos anos que não passarão jamais...
Maldito fim de semana que não chega.
Que bosta de clichê. A única coisa que realmente importa são os três últimos versos.
Prometo que escreverei textos mais coerentes a partir de ontem.
Mentira.
Eram quase quinze rapazes e moças muito bem apresentáveis. Um deles chegou até o outro lado da sala e disse a uma das moças:
-E aí? Rola?
Silêncio pseudo-quase-constrangedor. Essa minha mania de concretismos cretinos no meio de narrativas já quase me fez perder um frango assado. Felizmente eu o perdi.
A moça olha para uma de suas amigas, essa com um impecável vestido cor-de-qualquer-coisa-que-excite-os-rapazes, e faz uma cara incompreensivelmente entendível.
Sua amiga hesita. Olha para o rapaz e como quem fala com a balconista de um supermercado cujo nome não começa com Z profere a seguinte expressão:
-Pega nada.
Sorrisões por parte de todos. Esse é o casamento perfeito em dois mil e noventa e sete. Me consola saber que este texto não terá a mínima importância em dois mil e noventa e sete e, se caso isso ocorrer, peço que por favor parem de dançar sobre o meu caixão, que eu não mereço. Dúvidas com verbos. Coisas que acontecem com pessoas burras.
Quê? EU me chamando de burro? Eu sou tri-inteligente. Às vezes as pessoas vêem uma certa arrogância na minha convicção. Eu sou fodão mesmo, e o mundo seria melhor se todos se considerassem fodões assim como me considero. Ativos versus passivos, e olha que bosta está a terrível antroposfera deste lixo de planeta. A evolução do homem cheira a lixo. Mas, tudo muito natural, no seu tempo etc. Sou fruto de discursos que foram sendo lapidados e atravessaram séculos e mais séculos, sendo aprimorados etc. Cabe a mim fazer bom uso deles, independente dos meus companheiros de espécie.
Ótimo quase desfecho para um texto que começa como este começou. Preciso falar agora sobre a minha ansiedade.
Acho que linhas poéticas soam melhor agora, por isso pensem em poesia, e não mais em prosa, a partir da próxima frase.
Um momento metafísico, branco e abstrato não-espacial.
Vários momentos como esse, e todos esses dedicados a contemplar o nada. O passado, que é algo desprezível. Como foi mesmo? Por que foi? Foi assim fácil mesmo ou está sendo difícil agora porque eu estou realmente condenado a não gozar plenamente para sempre?
Momentos patafisicamente perdidos, tédio, frustração escrita em folhas amareladas, em branco, em cor-de-nada.
Passeios da minha cabeça pelo antiquário. Um nada, mas um nada tão bonito e tão perfeito para mim... Como terminar algo que não começa? Foi bom enqüanto durou, não? Não interessa.
Superações que não superam nada. Esperando um dia de ruptura desse tédio relativo, esperando esse dia que não vem, e que não virá jamais, então...
Então você me ligou.
Os meus segundos viraram minutos, meus minutos viraram horas, minhas horas viraram dias, meus dias semanas, minhas semanas viraram meses, meu meses se converteram em longos anos que não passarão jamais...
Maldito fim de semana que não chega.
Que bosta de clichê. A única coisa que realmente importa são os três últimos versos.
Prometo que escreverei textos mais coerentes a partir de ontem.
Mentira.
É verdade que o autor deste ultrage foi
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08:03
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quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Minha Novela apresenta: The Association salvou a minha vida!
Acho engraçado.
De verdade.
Até que ponto chega a incopetência neste país. Nem os pequenos assaltantes -pelo menos os que moram aqui no Tatuapé, mais precisamente no subdistrito Cidade Mãe do Céu- 'tão conseguindo manter seu negócio mais.
Há poucas horas "sofri" mais uma pseudo tentativa de assalto. 'Takioparíl.
Pseudo sim, porque tenho até vergonha de chamar aquilo de tentativa. Se eu soubesse que era assim, tão engraçado, já tinha deixado de temer esse tipo de coisa.
Ano passado (caso um) foi uma tentativa quase bem sucedida. Quase bem sucedida porque os pivetes queriam um celular -que eu não tinha-, e acabaram levando um óculos piratex. Suas armas: um jornal.
É sério, levei uma jornalada. Por incrível que pareça, levei aquilo tudo numa boa, mas todas aquelas pessoas que me amam me deixaram numa paranóia tal, que dois dias depois fiz a maior merda da minha vida. Levei dois inocentes para a delegacia, os policiais lhes humilharam etc. Não acredito em arrependimento, porque acho que os eventos negativos contribuem para a superação do indivíduo; mas eu gostaria muito de ter evitado aquilo.
Ri dos pivetes.
Semestre passado (caso dois) um carinha me seguiu em volta do shopping Metrô Tatuapé, em busca do meu dinheiro. Abri minha carteira e mostrei-lhe que eu não tinha trocados, mas na verdade eu tinha uma nota de dez.
"Pô! 'Cê 'tá cheio das nota!"
O cara era um incopetente. Fazer aquilo logo no meio daquele monte de gente!?
Convenci-o de que iríamos à polícia; ele e eu, grudadinhos e andando lado a lado como estávamos. Depois de encher um monte o saco dele, ele desistiu.
"Seu Zé Povinho."
Faz uns três meses (caso três), logo quando eu comecei a ir ao curso técnico. Estava voltando pra casa à noite, umas onze horas, perto do shopping também. Dois caras, incopetentíssimos, tentaram me imobilizar enqüanto eu mexia no fone de ouvido do meu mp3 player. Perto do shopping e d'um bar aberto, na frente do guardinha que cuida dos carros. Burros. Comecei a gritar e me contorcer até me desvencilhar dos dois. Dois. E maiores que eu. Nem para me seguirem até as ruas vazias do entorno da minha casa.
Minha mãe me busca de carro até hoje.
Bom... Uma ciclovia nova que liga algumas estações da zona leste, e ajuda bastante os ciclistas (caso quatro).
Que maravilha aquilo. Segui a ciclovia um monte, e continuaria seguindo se não aparecesse um idiota. Na verdade eu continuei seguindo. Ele também estava de bike. Parou e ficou me olhando enqüanto eu seguia. Ué! Segui. Cantando "...along comes babyyyyyyyyyy", um verso da música que tem o mesmo nome, do The Association. Barulho de bike amplificado.
O sujeito apareceu do meu lado, e começamos a andar lado a lado, sobre a bike, na mesma velocidade. Eu pensei; "será que ele quer apostar corrida comigo?"
Ele começou a ziguezaguear; "será que ele quer brincar?"
Tirei o fone de ouvido de um dos ouvidos. Ele falou "'tá co'o celular?"
Uáááááááááááá!! Fi-lo comer poeira. Quero ver agora quem é que vai falar que eu gastei dinheiro demais em bicicleta.
E olha que ele era mais magro e mais alto que eu.
Enfim, segui até certa altura da ciclovia e voltei, vendo que ele não estava mais atrás de mim. Pensei que ele tivesse voltado para o local onde primeiro nos vimos, afinal, tinha um ponto cheio de pessoas ali perto, e ele não marcaria bobeira.
Incopetente; marcou.
Comecei a voltar na outra direção e o filho da puta 'tava lá, indo na minha direção.
Burro; justo na parte mais larga da ciclovia.
Zigue-zague na grama, na calçada, na ciclovia.
Despistei o idiota, inda comecei a rir de tanto gozo e Jamiroquai.
Corri que nem... que nem algo que corre bem rápido.
Parei no Parque Sampaio pra tomar uma água, quando cheguei ao Metrô Carrão.
Depois segui até o Metrô Tatuapé, de novo pela ciclovia, e quando olho pra trás, lá estava o carinha.
Subi na passarela do metrô, e de lá não vi mais ninguém.
Incopetente.
Eu devo ter as manhas pra emputecer os caras que tentam me assaltar pois eu me acabo de rir da cara deles (exceto dos do caso três, que realmente me assustaram). Mas sou mais fã deles do que dos caras que os botam nessa situação. O babaca mais rico do Brasil, que todo mundo que lê a Veja aplaude, por exemplo. Alguém vai falar "você nunca foi assaltado de verdade". Raiva eu tenho. Mas eu também tenho cérebro.
Indo pra casa passei pelo Augusto, que me disse "Sinta-se capaz".
De verdade.
Até que ponto chega a incopetência neste país. Nem os pequenos assaltantes -pelo menos os que moram aqui no Tatuapé, mais precisamente no subdistrito Cidade Mãe do Céu- 'tão conseguindo manter seu negócio mais.
Há poucas horas "sofri" mais uma pseudo tentativa de assalto. 'Takioparíl.
Pseudo sim, porque tenho até vergonha de chamar aquilo de tentativa. Se eu soubesse que era assim, tão engraçado, já tinha deixado de temer esse tipo de coisa.
Ano passado (caso um) foi uma tentativa quase bem sucedida. Quase bem sucedida porque os pivetes queriam um celular -que eu não tinha-, e acabaram levando um óculos piratex. Suas armas: um jornal.
É sério, levei uma jornalada. Por incrível que pareça, levei aquilo tudo numa boa, mas todas aquelas pessoas que me amam me deixaram numa paranóia tal, que dois dias depois fiz a maior merda da minha vida. Levei dois inocentes para a delegacia, os policiais lhes humilharam etc. Não acredito em arrependimento, porque acho que os eventos negativos contribuem para a superação do indivíduo; mas eu gostaria muito de ter evitado aquilo.
Ri dos pivetes.
Semestre passado (caso dois) um carinha me seguiu em volta do shopping Metrô Tatuapé, em busca do meu dinheiro. Abri minha carteira e mostrei-lhe que eu não tinha trocados, mas na verdade eu tinha uma nota de dez.
"Pô! 'Cê 'tá cheio das nota!"
O cara era um incopetente. Fazer aquilo logo no meio daquele monte de gente!?
Convenci-o de que iríamos à polícia; ele e eu, grudadinhos e andando lado a lado como estávamos. Depois de encher um monte o saco dele, ele desistiu.
"Seu Zé Povinho."
Faz uns três meses (caso três), logo quando eu comecei a ir ao curso técnico. Estava voltando pra casa à noite, umas onze horas, perto do shopping também. Dois caras, incopetentíssimos, tentaram me imobilizar enqüanto eu mexia no fone de ouvido do meu mp3 player. Perto do shopping e d'um bar aberto, na frente do guardinha que cuida dos carros. Burros. Comecei a gritar e me contorcer até me desvencilhar dos dois. Dois. E maiores que eu. Nem para me seguirem até as ruas vazias do entorno da minha casa.
Minha mãe me busca de carro até hoje.
Bom... Uma ciclovia nova que liga algumas estações da zona leste, e ajuda bastante os ciclistas (caso quatro).
Que maravilha aquilo. Segui a ciclovia um monte, e continuaria seguindo se não aparecesse um idiota. Na verdade eu continuei seguindo. Ele também estava de bike. Parou e ficou me olhando enqüanto eu seguia. Ué! Segui. Cantando "...along comes babyyyyyyyyyy", um verso da música que tem o mesmo nome, do The Association. Barulho de bike amplificado.
O sujeito apareceu do meu lado, e começamos a andar lado a lado, sobre a bike, na mesma velocidade. Eu pensei; "será que ele quer apostar corrida comigo?"
Ele começou a ziguezaguear; "será que ele quer brincar?"
Tirei o fone de ouvido de um dos ouvidos. Ele falou "'tá co'o celular?"
Uáááááááááááá!! Fi-lo comer poeira. Quero ver agora quem é que vai falar que eu gastei dinheiro demais em bicicleta.
E olha que ele era mais magro e mais alto que eu.
Enfim, segui até certa altura da ciclovia e voltei, vendo que ele não estava mais atrás de mim. Pensei que ele tivesse voltado para o local onde primeiro nos vimos, afinal, tinha um ponto cheio de pessoas ali perto, e ele não marcaria bobeira.
Incopetente; marcou.
Comecei a voltar na outra direção e o filho da puta 'tava lá, indo na minha direção.
Burro; justo na parte mais larga da ciclovia.
Zigue-zague na grama, na calçada, na ciclovia.
Despistei o idiota, inda comecei a rir de tanto gozo e Jamiroquai.
Corri que nem... que nem algo que corre bem rápido.
Parei no Parque Sampaio pra tomar uma água, quando cheguei ao Metrô Carrão.
Depois segui até o Metrô Tatuapé, de novo pela ciclovia, e quando olho pra trás, lá estava o carinha.
Subi na passarela do metrô, e de lá não vi mais ninguém.
Incopetente.
Eu devo ter as manhas pra emputecer os caras que tentam me assaltar pois eu me acabo de rir da cara deles (exceto dos do caso três, que realmente me assustaram). Mas sou mais fã deles do que dos caras que os botam nessa situação. O babaca mais rico do Brasil, que todo mundo que lê a Veja aplaude, por exemplo. Alguém vai falar "você nunca foi assaltado de verdade". Raiva eu tenho. Mas eu também tenho cérebro.
Indo pra casa passei pelo Augusto, que me disse "Sinta-se capaz".
É verdade que o autor deste ultrage foi
neTrop!k@lista
? Que droga!! Bom.. ele postou às
08:35
Um comentário:
domingo, 16 de novembro de 2008
1ª Imagem Digna de Aparição no HN
É verdade que o autor deste ultrage foi
neTrop!k@lista
? Que droga!! Bom.. ele postou às
12:12
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