(Senti desde o início que ninguém leria este post inteiro.
Mas o mais importante pra mim foi simplesmente
ter feito este balanço e publicado esta antologia)
Mas o mais importante pra mim foi simplesmente
ter feito este balanço e publicado esta antologia)
No final de 2008 e no início de 2009 eu tinha um bloquinho da Globo.com que a filha da mina que o meu pai pegava quando ia ao Rio de Janeiro desprezou, e por isso acabou em minhas mãos como um presente de natal. No primeiro bimestre de 2009 conheci o Ed e fiquei inspirado pelo tédio no curso técnico de Museu (aliás fiquei entediado no semestre inteiro). No Parque da Juventude e durante as aulas do curso escrevia bastante coisa.
Quero que tirem meus pingos dos is
Só assim que serei ferrugem
Quero que limpem, quero que sujem
Assim como escrevo e as vacas mudas
Quero que plantes, quero que acudas
Mas não vou trair, feito certo Júri
Quero que fume, quero que cure
Preciso de nada mais que atum
Quero que arranhem, quero beber rum
Mas que tal tirar meus pingos dos is?
23 1 2009
-Por que você lê Dom Casmurro?
Por que você é burro?
-Eu sou escravo da FUVEST
E nem que isso não preste...
-Apague aqui o seu cigarro.
11 2 2009
não, tudo bem, pode ir, eu sou sem sal
pode crer que o teu melhor é ir pular o Carnaval
não preciso mais procurar teu olhar no reflexo
o espelho que eu comprei só me deixa ver teu sexo
eu não gosto do que gostas e não ligo pra tua vida
não sou parte do bom tipo de gente com o qual lidas
não, tudo bem, não vou ser um mala sem alça
eu recolho minhas coisas, minha blusa, minha calça
(não quero ter uma vida falsa)
-mas eu te adoro
s.d.
Depois disso, em Março, veio o platonismo por um cara de Guararema (que sumiu) -falta minha de maturidade-, a uretrite e a superação desse cara, quando eu saí com um monte de gente -inclusive com o Ed de novo.
Aí eu já tinha um bloquinho que comprei em Itatiaia com minha tia Ivete (acho que era início de Abril), e um que comprei (devia ser Maio) com a Letícia e a Ingrid no shopping Anália Franco -na Saraiva.
hoje acordei com uma vontade louca
de pular da cama, tirar a roupa
de cantar até vomitar de alegria
uma vontade de compor poesia sem nexo
uma vontade louca de fazer sexo
de acabar com toda a tua melancolia
componho um aforismo
escolho até um lema
minha gente, eu cismo em ir a Guararema
-mas que celeuma
s.d.
eu olhei pra ti no shopping e pensei: hum! esse deve dar um chá
você olhou pra mim e disse: vamos pra casa, eu moro lá
trocamos juras de amor e várias injúrias de dor
e coisas do tipo "ah! você pode ser a minha sorte grande, eu lhe dou minha boca e você sua glande"
e à tua casa eu ia umas três vezes por semana
e eu nem te conhecia, só o teu lado sacana
eu fantasiava que era um urso -você era minha colmeia
mas eu jamais ia imaginar que você tinha gonorreia
foi! foi! estou certo, foi! foi com você
que eu peguei a minha primeira DST
(e agora você me chuta --azar filho da puta)
s.d.
bandido!
você roubou meus olhos.
você roubou minha orelha, minha boca, meus sentidos.
você roubou minha cabeça, violou meus pensamentos, roubou minha poesia.
você roubou meu tempo.
você roubou minha tarde, minha noite, meus sonhos.
roubou meu dia inteiro. as minhas horas todas.
roubou o meu domingo, roubou minha atenção.
você... você roubou meu coração.
você roubou o meu amor, o meu tesão, a minha respiração, a minha capacidade de acreditar no inacreditável. você roubou a minha normalidade, a minha calma, a minha raiva.
você roubou meus olhos.
você me roubou tudo e levou pra Guararema.
o que eu faço agora?
s.d.
neste presente dia
estou estou abstraindo
fazendo mas quase traindo
a minha melancolia
dezesseis anos sem balas
sem balas redondas de canela
que guardas, minha boca sela
tão viva de violar jaulas
neste presente dia
te beijo, simples, não falas
1 3 2009
olha Geórgia! olha!
a Lua 'tá cheia!
e hoje é dia 10!
que lindo
oh! Lua linda
não fique nua
teu brilho finda
no fim da rua
10 4 2009, Resende, RJ
trova
Oh! meu bloco amigo
Eu te consigo
Teu Oh! com sigo
Compro um jegue
Teu Oh! com segue
Pagou meu sigo
Oh! meu, teu jegue
Já espirrou a porra
Meu jegue, morra
Teu Oh! com segue
O sábado jorra
Oh! meu bloco amigo
Eu te consigo?
s.d.
mas o melhor devia mesmo ser a boca. enorme, eu quase não coube nela, mas foi pelo sorriso, por causa do seu sorriso gigante. tão longo era o seu sorriso, que eu sonhei que ele por um instante fosse a eternidade, de tão contente que parecia. e com um bigode, mas um ligeiro bigode; um bigode não daqueles ingênuos, mas experiente, bem criado, um bigode de família, esperando para me ferir e para me pentear com a sua alma com toda a sua rígida maciez de garoto sorridente. e a sua voz, tão macia quanto sua boca, simpática porque parecia ter nascido simpática (alguém com aquela voz conquista qualquer algo, com aquela voz domina sem nenhuma psicologia acadêmica, qualquer indivíduo, domina o espaço, hipnotiza a Lua). eu acho que se ele abrisse a boca para cantar, a sua voz grave de Karen Carpenter encheria todos os meus pulmões, o metrô, os túneis, as cavernas, as grutas da minha cabeça. mas uma boca daquelas não tem dono. aquilo é tombado pela e para a humanidade, cercar aquilo seria egoísmo com os meus colegas de mundo. mentira. sonho mesmo é em desvirginar o magno cargo, ser rei de uma fono-monarquia, déspota absoluto daquele paladar lúdico e cruel, príncipe, o príncipe que tem direito àquela macia coroa de lábios, de sabor tão impossivelmente tênue, tão sensível, e que eu só deduzo por causa do sabor que aquela voz tem, de easygoing simpatia. mas eu sou só um plebeu para ter esse direito. eu sonho com a ingenuidade que uma criança tem de se tornar modelo ou jogador de futebol, eu te beijo durante um concerto de música clássica antes de dormir, eu ando de bicicleta e vou a um museu de arte contemporânea domingo de manhã. então trocamos bobagens em uma cafeteria, eu submisso sempre à sua voz. à noite eu te beijo e me despeço, você entra em um trem e eu sou feliz. mas eu sou apenas um plebeu, para sonhar com tanta intensidade. troco as pessoas verbais de entorpecimento. será que eu não te vejo mais?
s.d.
sufoco. e então não há mais filosofia. os vinte e um gramas da minha alma ouviram, cada um deles, soar a hora fatal. não haverá dodecafonismo, cafonismo ou Coca-Cola que me tornará livre para, despertado pela música do meu tempo, descobrir que ainda falta meia hora para a ponta do dia mostrar toda a sua fumaça, que eu espero. não há mais fumaça, a fumaça sou eu. eu sou o movimento no vácuo, que jamais me provaram na escola. declina o dia, acorda a metrópole, dorme o campo, e tudo que se saberá de mim será nada. nasço cimento, mas nos livros de história sou algodão. a História é uma mentira, por isso não passa de história. eu já pouco existo enquanto vivo, quando padeço não morro porque nunca estreei. mas tudo isso não passa de um blefe. fosse mais fácil administrar a minha neurose morto-vivo, e é. eu estou vivo-morto. eu me esquivo dos dardos extra-mentais e estamentais, hipotéticos e patéticos, mas de repente me flagro investindo todo o meu ouro, minhas posses, meus bens, em um iminente golpe, cavo o meu próprio túmulo. e aqui me desencontro, na presença mais mórbida e bucólica que o próprio parque. cada folha que cai é uma lágrima que eu não derramei: eu lido com o valor errado, eu mecanizo as minhas ações, mas elas são muito falsas se eu não as sinto. culpa do meu medievalismo, eu divago a planta de um feudo, que construo com tijolos de abstração, que desaba antes de existir, o projeto natimorto, pedaço de mim, terra conquistada. eu sou um imperador que vive a retração de sua herança, o gato que perde os bigodes ao hipotecá-los. maldito cassino do amor, dos santos que elegem qual das especulações de cortejo burocrático é mais proveitosa ou lucrativa, enquanto eu vivo-morro em um parque, esperando o momento onde serei o parque, onde choverei em sua janela. mas ele não se importa. frio, fecha a cortina e vai à cozinha preparar a janta. derramado, chovido, assisto à cena. sufoco. e então não há filosofia.
s.d.
você é a razão da minha uretrite
você é a razão do meu apetite
você é a razão, mas eu caí, eu caí:
você é a minha irracionalidade
apesar do pesar da minha tenra idade
você é o pesar, mas eu fali, eu fali:
você é o meu lucro, minha mais-valia
você é meu prejuízo, minha porcaria
você é o lixão, eu pequei, eu pequei:
você é a minha igreja, meu pastor, minha cruz
o meu conhecimento, meu talento, luz
você é a minha arma, eu matei, eu matei:
eu sou teu homicida, teu pintor, freguês
não creio no maldito o tanto quanto crês
eu sou teu tudo... e... não! eu brisei, eu brisei
25 5 2009
Então no início de junho eu conheci o Daniel, que inaugurou a melhor fase do meu ano, entre o final do primeiro semestre e a primeira metade do segundo semestre. Minha segunda uretrite é dessa época, mas não lhe dei muita importância. Durante as férias de Julho, especialmente quando estive na Praia Grande com a minha amiga Ingrid, escrevi no DIÁRIO DE ESTUDOS FIGURATIVOS ou PARTE X da MINHA PRODUÇÃO DOENTIA E ENDEDIADA com fragmentos já publicados aqui. Inaugurei o meu melhor caderno do ano, chamado a lógica do amor, comprado em Itatiaia com a minha tia, que começa no primeiro de agosto e termina no dez de setembro, com participação de muitos amigos. Foi nesse período também que eu conheci a Luciana, e que eu comecei o cursinho pré-vestibular -ainda no técnico e no colégio. Grande parte do que eu fazia era entusiasmado pelo ótimo relacionamento que eu estava tendo. A crise começou no início de outubro.
você é foda
o mundo é foda
e gente é foda
o amor é foda
e eu te amo
porque eu te amo
e eu te amo. eu te amo, eu te amo
e é com você que eu vou andar de mãos dadas
e eu vou rir pra você, rir de você
e eu te amo.
(esqueça das ruínas
e esqueça e esqueça)
8 6 2009
prólogo
enquanto você se odeia
eu me odeio
e assim construímos um mundo unidos
1 8 2009
-com'está?
-'stou 'stável.
-qu'é 'stável?
-mano do permanecível.
3 8 2009
eu acho que tenho bastante sorte.
9 8 2009
se eu fosse um buraco, provavelmente me preocuparia menos.
então eu certamente tenho bastante sorte mesmo.
10 8 2009
a lógica do amor me disse que eu não sou real. me disse que eu devo andar de pés no chão e de cabeça erguida. mas eu tropeço.
a lógica do amor me contou que você me ama, mas me disse que eu devo ser racional como um número irracional. mas eu não mensuro.
a lógica do amor arguiu que nós devemos temer o amor, porque de tão grande ele irá nos sufocar. mas eu já não respiro.
a lógica do amor falou que o salário do amor é a saudade, que o lucro do amor é a distância. mas eu sou apenas um plebeu.
a lógica do amor concluiu que eu te amo entre as vinte e duas horas do sábado e as catorze horas do domingo, mas eu te amo com todas as palavras feias de xingar que me fulminam quando eu dou as costas, quando eu fecho a porta, quando estou te amando.
a lógica do amor ACHA que eu não sou real.
23 8 2009
o grã
a minha vida é tão, mas tão legal que, se eu morrer, vai ser uma merda.
tão legal que, se eu fosse bicho, Deus ia se ver comigo.
tão legal que, se eu fosse você, me matava de tédio.
-e a minha cidade é um grande sorriso.
30 8 2009
a noite mais linda tem os mosquitos mais insuportáveis.
1 9 2009
depois de ontem, qualquer vento é um arrepio. suspiro. você me deixou que...
5 9 2009
Então o Daniel se despediu de mim e eu vivi vários meses vazios, e nenhuma das trocentas atividades que eu fazia parecia me completar. Minha situação melhorou mais pro final do ano. Veio o Meu Primeiro Caderno de Sacanagem, que começou no final de outubro. Houve mais um momento de ruptura quando eu vi um filme sueco chamado Prinsessa durante as minhas excursões solitárias. Acho que tenho me divertido mais por agora, contudo.
na Vila Mariana lembrei de você. tropecei em alguma coisa humana. mas era desimportante, como qualquer coisa humana. lembrei de um papel, daqueles que envolvem canudinhos, de como flertei aquela tira branca que contrastava o negro piso da Avenida Paulista. ela era o moderador da nossa discussão. da nossa discussão humana.
24 10 2009
quando uso sapatos furados e meus pés estão encharcados parece a eternidade. um desespero presente.
passo por uma pessoa com o mesmo perfume de alguém que eu amo.
outro alguém me olha com olhos de desejo, mas quem está no comando sou eu, amizade!
minha distância, meu naufrágio, minha distração me furtam mais um vulto.
todos aqui me olham com pena. mas só eu tenho o direito de ter pena de mim.
quanto eu dirigir a Terra -e por isso ser famoso- minhas roupas pobres serão as mais caras.
e continuo a pensar, que quem aqui olho tem um sentimento instantâneo de pena.
meus pés ainda estão encharcados numa meia-eternidade. do que preciso afinal?
tenho uma fome intermitente. devem ser distúrbios de atenção -ou sequelas do péssimo filme que acabei de ver.
acho que vou fechar este caderno de pornografia e voltar à chuva, que ainda não cansou de molhar meus pés.
uma chuva cansada, maníaca e inconveniente. como eu.
26 10 2009
internalizei suas dores
simbiótico e leso
que amei teus amores
-como tanto os prezo...
agora externo e louco,
vivo rindo, lindo
-e chato mesmo, um saco,
como um domingo.
28 10 2009
ressequei meus lábios de desespero. com o pior desespero que tem, aquele desespero mudo.
agora, um desespero mudo com lábios secos e sulcados, dores quentes sufocantes.
você tem uma dor surda -se bem parece mesmo uma conveniência hipersensível.
não sei se aquele foi o nosso último abraço. mas no dia seguinte meus lábios ressecaram.
de desespero.
28 10 2009
supus amante,
não é todo mundo que escolhe a vizinhança.
a cruz brilhante
cega o olho da galera, da vovó, da criança.
ah! não dá mais
pra mim, eu vou beijar outro, vou beijar, eu vou
tens uma paz
super-cristã, ser cristão que és, mas eu não sou.
29 10 2009
o meu coração gritou tanto que fez coceguinha no meu cérebro surdo.
minhas espinhas devem me odiar. mas a morte não tem que ter juízo, quanto mais de valor.
s.d.
você feriu de amor
as minhas pernas peludas
estão n'agora chorando
contraídas ou irritadas
irrigadas de pouco suor
mas de cristalino castanho
brancas, maciez rígida
estão me contando as espinhas irritadas: você me feriu de amor
de vermelho
as minhas pernas peludas
n'agora chorando
s.d.
fingi que você 'tava indeciso,
mas te vi colecionando paixões
s.d.
na banca de jornal
eram duas mulheres. explicitamente mulheres e explicitamente duas. estavam explicitamente quase-nuas. explicitamente empilhadas.
explicitamente explícitas.
dois oficiais de polícia da plebe (unidade de autoridade pré-potente) fingiam conversar, porque não sabiam conversar. era uma com cerva: conversa em conserva.
-filho da puta! fi-lho da puta!
-mas e a Luza?
-ficô-se rindo. e a bicha cabrêra, cabrêra. se eu encontro aquele vêado ôtra vez eu mato, eu mato.
e as duas moças empilhadas no pôster se esforçavam para continuar sorrindo.
s.d.
você precisa de um amor ou de um bom livro?
-livro!
alarme-falso.
o que me morfina não quer receber ligação minha.
que mar de arrogância e prepotência é isto que me tornei?
o meu amor eu não quero precisar dele. mas o meu querer é um querer dos homens.
invento um lado e o disputo, é a ordem. mas eu não visto as camisetas da lei. não me governo tanto quanto penso que o faço.
a coragem que eu tenho das coisas é um medo maquiado. por que não resta mais nada de inútil na cidade? as estrelas já não brilham mais, e quem se importa?
se eu vestisse uma camiseta preta estaria de luto. se eu tivesse músculos bem definidos venderia o meu corpo. se eu fosse preto as palmas das minhas mãos seriam mais claras que o resto do meu corpo. se eu tivesse sardas talvez ficasse bem de cabelos ruivos. se eu não tivesse cu morreria cedo.
os anjos de mim motocicletam atrás das alcachofras dos meus ouvidos.
esta cidade chamada São Paulo é um sonho esquisito. o meu mundo é cinza e tem formato de cruz.
eu não sou da lei. não sei por que isso, mas eu não tenho chicote.
2 12 2009
gosto de olhos que brilhem. que sejam pulsantes como uma manhã. que me permitam uma felicidade instantânea e imprudente. olhos que me seguem são olhos eternos, de um segundo, eternos, são meus durante um segundo eterno. --e quando eles se fecham, eu deixo de respirar. mas se eles voltam a brilhar, eu volto a viver. por isso amo vibrar com os olhos intermitentes das manhãs.
s.d.
centenas de crianças passeando. sementes brotando sem critério. amores que deixaram o hospício e uma voz que aqui ecoa:
-Beto, me dá um cigarro.
demora.
-Beto, me dá um cigarro.
e mais uma vez.
-Beto, me dá um cigarro.
uma maquiagem pesada e cabelos raspados ignoram as fezes anticapitalistas. a fumaça dos cigarros forma uma curiosa nuvem no inverno perene. cinzas, os tons de cinza, passeam de mãos dadas buscando um analista -de sistemas.
-Beto, me dá um cigarro.
Beto, cigarros cedidos, nuvem tóxica prostituída, flores de marca. vozes. senhoras que mentem para si na quase-noite da vida paulistana. tudo isso me abandona, exceto o eterno eco:
-Beto, me dá um cigarro.
s.d.

3 comentários:
sendo sincera digo qeu não li tudo mas das partes que li gostei demais e o manu tmb tem caderninhos
ps: gostei bastante do dia 26/10
li tudinho, contrariando suas expectativas.
cada texto no seu bloquinho para cada estado de espírito.
achei interessantíssimo isso de dar nome ao bloquinho de notas. eu quase nunca estou sem o meu... mas não acho que poderia dar títulos, poderia restringir demais, já que eu escrevo sobre tudo, ou qualquer coisa que dê na telha.
"Você é a causa da minha uretrite",
ri em algumas partes também.
afinal, acho que deu pra compreender bem a 'textura', o teor dos seus textos neste blog... então, sendo uma retrospectiva, calhou, né?
Cheguei a rir em determinadas partes, refletir em outras e outrora procurei imaginar qual situação inspirou você a escrever tais palavras. Incrível. Você sempre me surpreende. :D
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