quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

falânsia #1

fazer dela,
a promiscuidade,
crime perpétuo
contra a humanidade,
que bela coerência
entre o que quero:
livrar a cidade
do que não há de sério
– o que eu aspiro só cabe
dentro,
bem dentro
do inferno.


romantismo realista

deveras conveniente.
a prática da deriva consciente só pode ser um exercício plausível para aquel_s que têm para onde retornar no fim do dia. os verdadeiros bastiões da deriva são anônimos, conhecem os verdadeiros benefícios e dissabores da reelaboração de sentido do espaço. temos muito a aprender com el_s.

deriva situacionista! eis um luxo que só cabe nas pesquisas cênicas ou filo-antropo-sociológicas dentro de editais – daquel_s pouc_s que conseguem transformar pesquisa séria e radical em cifra pública ou privada.

não que a deriva seja uma tarefa impossível. nosso realismo já é romântico, temos de nos lembrar do oposto.

[a ideia não é malhar aquel_s que estão lutando, qual recalcado, e sim fomentar a crítica]

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