esta 200ª postagem.
te vejo no sonho
insistência (muda-trocada) fria.
depois e doce, acoberta-me (feliz algodão), seus dedos recheiam os meus, através da tecida película.
morro ao acordar.
3012011
minha falta-de-vida-quinta-feira, lembra?, liquidificou as dores todas elas: aquela). derramou-as na forma de torturantes gotas salgadas -lágrimas de viado-, ai minha pose de blasé posição.
3012011
nada menos sexual do que o nosso tocar de calos. passam sombras atormentadas na tão bem -puxa! quem diria!- iluminada -avenida- rua, passa aquele -encharcado- maravilhoso colchão de molas.
(anda! catapulta-me para o infinito!)
molas, catalisar: cata-alisar. meus dedos escorrendo no doce trigal -dourado- da sua inerte coxa.
nada mais sexual do que isto.
felicidade.
3012011
feri-lhe -docemente como só a gente entende: legal como críquete- o peito com o destro indicador em riste: intimo!
(ai que vontade de agudar: íntimo!)
enfim, ces't la vie: ínfimo.
no último visual contato um sincero, misericordioso e fraternal -algo como um eterno e potente amor projetado no infinito- beijo ocular.
ser feliz.
3012011
os olhos de você me bastam.
os olhos de você me vivem, né?
são mais do que auto-mantenedores da -cativada- escultura castanha; conhecem um talento -a gente sabe-, na real o talento -aquele.
não basta qualquer um te olhar pra entender, né?
pra TE entender tem que bastar competente intercâmbio.
leia-se -esta maravilhosa coisa!- eu e você.
3012011
o -ripado- disco rasgado nos hiper-superpostos tecidos do recém-desempoeirado (pseudo) lar acompanham a graforragia.
nítidos e legíveis como nossas duas vidas, dois -nossos- corações se balançam no úmido e quente espaço -só nosso- sideral.
são as duas únicas estrelas ali.
hoje, 3012011
não há amor irreversível, lógica ou contra-lógica do amor, príncipe ou anti-príncipe, suruba, outubro ou pós-outubro, amor de reveillon, utópico Guilherme, platonismo de telefone, namoro de armário, ou casamentira explícita, ou paixãozinha pública, ou blackout, ou paredes permeáveis, casamento de balada ou de banheiro, flerte em ônibus, rua, shopping ou parque.
só resta o suficiente e eterno potente -unilateral amor- que -eu invento!- você me deu.
carinho.
3012011

2 comentários:
lindo lindo lindo sao os ultimos versos e está é a 200ª uoow
Eros esta menos bacante, e mais idílico. Mesmo assim um texto bem erótico (se você se chamasse Hermes, seria um texto hermético)?
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