Uma espécie (peculiar) de crônica. #Amor [3]
Minhas mãos cheiram ao pós-dia suado. Teimosamente. Elas acordam o corpo inteiro. Ciclicamente, trazem para cima, para baixo, para um lado, para o outro todo o seu corpo ligth-acafetado, vestido no branco aceso da luz negra, para cima, para baixo, para um lado, para o outro toda a sua carga, logo de manhã, logo de tarde...
Explosões temporais de cândido amor.
Um. Se-gun-do.
E de repente estou livre.
Pingos de suor verde-limão piscando na pista da vida.
E viver é o maior barato.
23h21
812011dc
Sonho: Choro, choro...
Era bem nítido no sonho. Você me amava.
Eu estava ali deitado, de costas para a mulher da minha vida, quando você, o homem, seu dono, me cobriu, com seu couro dourado, o trigal, aquele que o insistente vórtice do tempo só extinguiria no fim de um de nós dois, o que representaria automaticamente o fim de ambos.
Não havia roçar de bocas, umidade, fluido salivar, nada, só havia troca de respiração, um roçar de dermes, um mútuo pentear, uma aproximação, um carinho não explícito, mas um amor vergonhosamente exibicionista exalando direto do invisível para os olhos lacrimejantes dos demais admnistradores de vícios na rua. Aquilo era o bastante, e aquilo era o amor.
E o maior pesadelo da minha vida foi simplesmente acordar e descobrir que amor irreversível da minha estava na sala contígua, sozinho, e eu nada poderia fazer por nós.
Não sei se lhe interessa saber disso, mas você me amou nitidamente no sonho mais bonito da minha vida.
0h27
1312011dc
Sinto que é hora, salto!
"Se me der um beijo eu gosto
Se me der um tapa eu brigo
Se me der um grito não calo
Se mandar calar mais eu falo"
Recado, Luís Gonzaga Júnior
Quarteto em Cy ilumina(ria) mais ainda a amarela (e chorosa) lâmpada do poste central -no risonho e lateral epílogo.
O poslúdio foi magnético, amarelecendo as coisas em ritmo cada vez mais agonizante. Houve um vencedor, e fui eu. Sempre nós, sempre nós, não entendo, já não entendia. Compreensibilíssimo, eu, tu, nós, vós, ele e eu, ali, onde havíamos começado, e estávamos terminando, claro, evidente, clarividentemente vaticinado, como a Razão não diagnosticara ainda?
Dias com pseudo-psicólogos da cidade-mundo-eu (uma psicogeografia delimitada pela mais distante partícula -em relação ao centro gravitacional), noites, madrugadas, também manhãs, açaí com cranberry sauce, barbas, faltas de barbas, uma semana, mais de uma semana, uns dias a mais, e nós lá, e você querendo, e eu não querendo, ou melhor, o contrário.
Éramos dois. Fomos. Somos dois-quase. Hoje. Digamos, con permiso, agora.
O Quarteto em Cy, com força e com vontade, me prometem, amarelecidamente, chorosamente, risonhamente, outros outubros irreversíveis (e portas matinais castanhas e abertas como meus olhos abertos e castanhos).
Ces't possible, ma non troppo!
"Mas se me der a mão claro aberto
Se for franco direto aberto
Tô contigo amigo e não abro
Vamos ver o diabo de perto"
Recado, Luís Gonzada Júnior
0h42
1312011dc
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Isso pode até te lembrar
amor irreversível,
cores que pediram a conta do analista,
diversão gástrica,
domingos na vida,
impermeável,
que poeira leve...
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