quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

dilema político

voice notes

23h42
a pergunta que mobiliza esse dilema político é: como se defender da repressão institucionalizada em contextos territorializados como espaços de pegação? como dosar legitimidades, né?

23h42
por um lado existe um problema na pegação em lugares públicos - e não em casas feitas pra isso, né? - da pegação enunciar-se como uma sujeito político

23h43
aliás, ao meu ver, né, a pegação só sobrevive porque ela não é coextensiva a um sujeito de sua prática, né? você não interpela um "pegador", né? o "pegador" é um sujeito difuso, contingente. quando você acha que pegou ele na verdade você tá pegando uma pessoa que você enquadra num determinado quadro, e não a partir das práticas, né?

23h47
então retomando aquela pergunta: como se defender? como se defender da repressão institucionalizada se não pode se assumir a pegação como uma bandeira? você não só não pode assumir a pegação como uma bandeira, como o que define a pegação é exatamente essa liminaridade. a não ser que você esteja falando de uma pegação reificada que funcione apenas com simulacro dentro de cinemões e saunas, esse tipo de coisa, né? - um mercado do desejo "mais previsto" (entre aspas).

23h48
como se defender então? um jeito seria transferindo as práticas de pegação pro reino do mercado?, e da institucionalização? da transformação total em simulacro dos rituais de pegação? tsc! tsc! tsc! tsc! não! se perderia muito fazendo isso. o que é rico na pegação é justamente o questionamento do uso do espaço público, que foi capaz de empreender mudanças na malha urbana, né? então, como se defender da repressão institucionalizada, uma vez que ela tem precedentes pra operar não segundo o marco da homofobia, mas segundo...

23h49
ela tem precedentes pra operar de acordo com o uso heteronormativo, né?, homofobia invisível, que é a coerção das obscenidades em espaços públicos. então, como se defender?, sério... como? eu não sei, /\/\4|<(3|_0, como se defender? como resolver esse dilema político?

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