sábado, 8 de janeiro de 2011

Uma espécie de crônica. #Amor [2]

Na Fun House amores físicos.
Na parede amores uspianos.
The dog days are over, the dog days are done, e na melodia a certeza de tempos maiores, menores, dinâmicos, mais do que os pré-suados.
No negro tijolado dois corpos bem vestidos de branco neon se amassam, mãos que passeiam, barbas recém-quase-feitas que se roçam com violento calor. Líquidos que se misturam na batida da lotada-cotada sala: suor, cerveja e saliva.
Uma mão vestida com brilhante branco de ciclo-festim dança com sua garrafa fálica, e os dois fálicos homens ciclo-circulam, para cima, para baixo, mais pra baixo, ainda mais pra baixo, com o gingado rítmico do mundo.
E o mundo era eu e ele.
Na pré-dança ao meu estimu-lado. Melhor mesmo não ter desistido. Um belo passeio de bicicleta não serviu mais do que um catalisador do meu espírito.
Na Fun House amei um coração alcalino.
Amante efêmero-radioativo. Um homem. Um homem. Um homem.
Que falta me fazia um homem.
Decidido na chuva de secreções humanas: os dias de cão se foram, restam na belíssima ciclo-vida apenas outras manhãs plenas de Sol e de luz.
Na porta das quais meu amor me espera.

6h39
812011dc

Um comentário:

LM disse...

Um dia especial nao?

amores fisicos? essa caiu bem!....

....depois de cristo! ahahah boa!!